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Versão do presidente da CBF sobre uso de IA em foto com empresária gera polêmica e vira piada na web

Por Igor Alves • 22 de junho de 2026

Ele tem um casamento de 20 anos e 3 filhos com Natália Lopes.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se tornou o centro de uma nova polêmica que mistura os bastidores do futebol com tecnologia. Após a divulgação de uma imagem em que aparece ao lado de uma conhecida empresária do meio esportivo, o dirigente tentou se defender afirmando que o registro é falso e teria sido integralmente gerado por Inteligência Artificial (IA). No entanto, a justificativa não convenceu e rapidamente viralizou, transformando-se em piada nas redes sociais.

A imagem em questão começou a circular em grupos de jornalistas e conselheiros de clubes, levantando questionamentos sobre a proximidade do mandatário com agentes que possuem interesses diretos em negociações e contratos geridos pela entidade máxima do futebol nacional.

A defesa tecnológica que não convenceu

Diante da repercussão negativa, a assessoria e o próprio presidente da CBF sustentaram que a fotografia é fruto de uma “montagem digital avançada” e de ferramentas de deepfake (tecnologia que usa IA para criar vídeos ou fotos realistas de pessoas fazendo ou dizendo coisas que não aconteceram). Segundo a versão oficial da entidade, o objetivo da imagem seria puramente desgastar a imagem pública da gestão.

Contudo, peritos digitais e internautas apontaram que a foto possui iluminação, texturas e metadados condizentes com um registro real, sem os tradicionais “erros” de renderização comuns em imagens geradas por computador (como distorções nas mãos ou fundos desalinhados).

“Dizer que uma foto comum de celular é Inteligência Artificial virou a nova desculpa padrão de quem é pego onde não devia”, ironizou um dos perfis de humor esportivo de maior alcance na plataforma X (antigo Twitter).

Foto: Reprodução / Jogada10

Desgaste político na entidade

Para além dos memes e das piadas que inundaram a internet, o episódio deteriora ainda mais o ambiente político na sede da CBF. Opositores internos da atual administração pretendem usar o caso para exigir esclarecimentos formais sobre a natureza da relação entre o presidente e a empresária retratada.

Especialistas em comunicação de crise avaliam que a estratégia de culpar a tecnologia sem apresentar uma contraprova sólida acabou gerando o chamado “Efeito Streisand” — quando a tentativa de esconder ou negar uma informação atrai ainda mais atenção e ridicularização para o fato original.

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Igor Alves
Sobre o autor

Igor Alves

Jornalista político com 10 anos de atuação direta em Brasília. Especialista na cobertura dos Três Poderes, combina a análise crítica dos bastidores do Congresso com um olhar documental sobre o cotidiano do Palácio do Planalto, da Câmara Federal e do Senado Federal.

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