Brasília — 6 de agosto de 2026
Sistema pode ter queda de pressão de 26 hPa em 24 horas
Segundo o Inmet, o sistema de baixa pressão começa a se organizar a partir de um cavado sobre o norte da Argentina e o Paraguai, evoluindo para um centro de baixa pressão entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. A previsão indica queda acentuada da pressão atmosférica central, de cerca de 967 hectopascais (hPa) na sexta-feira (7) para aproximadamente 941 hPa no sábado (8) — redução próxima de 26 hPa em 24 horas, patamar que caracteriza o fenômeno conhecido como ciclogênese explosiva, ou ciclone bomba.
O instituto explica que a classificação definitiva como ciclone bomba depende da confirmação dessa queda de pressão durante a evolução do sistema. A menor pressão prevista, em torno de 940 hPa, deve ocorrer no sábado (8), quando o ciclone atinge sua fase mais intensa antes de se deslocar para sudeste, afastando-se da costa sul-americana.
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As previsões do modelo COSMO, utilizadas pelo INMET, indicam a formação e rápida intensificação de um ciclone extratropical no Atlântico Sul entre os dias 6 e 9 de agosto de 2026, com possibilidade de ocorrência de ciclogênese explosiva (bombogênese). O sistema deve favorecer a atuação de uma frente fria, com potencial para tempestades severas, granizo, rajadas intensas de vento e chuva forte, principalmente na Região Sul do Brasil. Na sequência, o ciclone tende a se afastar para o oceano, permitindo o avanço de uma massa de ar frio e de um sistema de alta pressão, que contribuirão para a redução das temperaturas e a estabilização das condições atmosféricas.
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Depois de atingir sua fase mais intensa no sábado (8), o ciclone deve se deslocar para sudeste sobre o Atlântico Sul, afastando-se gradualmente da costa da América do Sul ao longo do domingo (9). O Inmet recomenda que a população continue acompanhando as atualizações dos avisos meteorológicos, já que a intensidade e a trajetória do sistema ainda podem sofrer ajustes conforme novas rodadas dos modelos numéricos de previsão.
Fonte: INMET, Rede Clima e Ministério do Meio Ambiente.

