Brasília : A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito policial e indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por suspeita de participação em um esquema de fraudes e irregularidades administrativas durante sua gestão à frente da autarquia. O relatório final com as conclusões da investigação foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que analisará se apresenta denúncia formal à Justiça.
As apurações da corporação apontam indícios de direcionamento em licitações, favorecimento de empresas terceirizadas e falhas intencionais na fiscalização de processos internos de concessão e manutenção de benefícios previdenciários
Principais pontos da investigação:
O ex-gestor foi enquadrado por crimes contra a administração pública, como corrupção passiva, prevaricação e associação criminosa, a depender da conduta individual identificada nos autos.
Impacto orçamentário: A PF investiga o tamanho do prejuízo causado aos cofres públicos, apurando se contratos milionários de prestação de serviços e tecnologia foram superfaturados
Desdobramentos administrativos: Além do processo criminal na Justiça Federal, as apurações foram compartilhadas com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) para a abertura de processos administrativos e eventual pedido de ressarcimento ao erário.
Em nota enviada por sua equipe jurídica, a defesa do ex-presidente do INSS nega veementemente as acusações. Os advogados sustentam que todos os atos de sua gestão foram pautados pela legalidade e respaldados por pareceres técnicos dos órgãos de controle interno do instituto, afirmando que demonstrará a improcedência das suspeitas no decorrer do processo.

