Esportes

Fifa retira árbitro da somalia da Copa após governo Trump barrar sua entrada nos EUA

Por Igor Alves • 9 de junho de 2026

Omar Artan, da Somália, teve a entrada negada no país que sediará o Mundial

O juiz de futebol somali Omar Artan acabou excluído do corpo de arbitragem da Copa do Mundo de 2026 depois de ter seu acesso aos Estados Unidos negado, comunicou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) nesta segunda-feira (8). Omar Artan, nascido na Somália, estava selecionado para exercer suas funções na Copa, contudo foi impedido de cruzar a fronteira norte-americana pela gestão de Trump assim que desembarcou no país, conforme relatou um representante do órgão governamental africano à agência de notícias AFP. Diante do impedimento, Artan deslocou-se em direção à Turquia.

Até o presente momento, as razões por trás dessa deportação permanecem desconhecidas, uma vez que o profissional portava uma autorização e até um passaporte diplomático para conseguir entrar nos EUA, argumentou Ciise Aden Abshir, que atua como conselheiro junto ao Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália.

O que diz a FIFA

A FIFA por outro lado emitiu a seguinte nota.

“A FIFA confirma que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar e atuar na Copa do Mundo da FIFA 2026 após ter sua entrada negada nos Estados Unidos.

A FIFA não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada no momento.

Assim como em eventos anteriores da FIFA, o governo anfitrião determina, em última análise, quem recebe o visto e quem tem a entrada permitida em seu país.”

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Igor Alves
Sobre o autor

Igor Alves

Jornalista político com 10 anos de atuação direta em Brasília. Especialista na cobertura dos Três Poderes, combina a análise crítica dos bastidores do Congresso com um olhar documental sobre o cotidiano do Palácio do Planalto, da Câmara Federal e do Senado Federal.

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