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Temporal com ventos de até 122 km/h atinge Ribeirão Preto. 

<p>Um temporal com ventos de até 122 km/h atingiu a região de Ribeirão Preto (SP) na madrugada desta sexta-feira (24), provocando destruição…</p>

Um temporal com ventos de até 122 km/h atingiu a região de Ribeirão Preto (SP) na madrugada desta sexta-feira (24), provocando destruição em pelo menos nove cidades, uma morte e o colapso parcial da infraestrutura da cidade. O prefeito Ricardo Silva (PSD) decretou estado de emergência por 180 dias e instalou um gabinete de crise.

A vítima fatal foi um homem de 75 anos, que dormia em sua residência no Jardim Salgado Filho quando a estrutura de um imóvel vizinho cedeu e atingiu sua casa. O temporal também deixou cinco feridos, após o teto de uma academia desabar durante a tempestade.

Residência Onde Isso Morava Completamente Destruída – Foto: Fabio Marchiselli/CBN Ribeirão

Fenômeno pode ter sido microexplosão, diz Climatempo

Segundo a Climatempo, a hipótese mais provável para o fenômeno é uma sequência de microexplosões — ventos descendentes concentrados em áreas específicas, capazes de superar 100 km/h. A meteorologista Josélia Pegorim descartou a possibilidade de tornado e afirmou que o temporal foi causado pela entrada de uma frente fria que encontrou uma massa de ar quente sobre o interior de São Paulo, gerando o choque térmico que intensificou a tempestade.

Imagem Gerada por IALuiz Gomes

“A frente fria começou a causar mudanças na quinta-feira (23). Ao avançar por São Paulo na madrugada de sexta, encontrou um ar muito quente, especificamente sobre o Norte do estado, o que provocou a tempestade”.

Explicou Josélia. O fenômeno não está relacionado ao El Niño, segundo a meteorologista, cujos efeitos no estado de São Paulo devem começar a ser sentidos apenas na primavera.

Hospitais paralisados e cidade sem energia

O temporal provocou o colapso parcial da rede de saúde de Ribeirão Preto. Oito hospitais precisaram transferir pacientes para outras cidades após danos estruturais: forros cederam e água invadiu consultórios. Segundo o prefeito, apenas as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) conseguiam receber casos de urgência no início da manhã, com apenas treze leitos de urgência em funcionamento.


“Nós estamos com o HC interditado neste momento. A Santa Casa está funcionando com gerador, o Santa Lydia também, e a Beneficência suspendeu os exames do setor de imagem. Não há nenhum hospital em condição de atendimento de urgência e emergência”, afirmou Ricardo Silva.

A tempestade durou cerca de 20 minutos, acumulou 21 milímetros de chuva e derrubou cerca de 200 postes da rede de transmissão de energia e uma torre de telefonia. No início da noite de sexta, quase metade dos imóveis do município ainda estava sem energia elétrica. Também houve interrupção no abastecimento de água, telefonia e internet, além de centenas de árvores derrubadas e semáforos apagados.

Ventos de 122 km/h provocam destruição em Ribeirão Preto (SP) | Reprodução/X

Decreto de emergência e danos em cidades vizinhas

O prefeito assinou o decreto de emergência, que autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais sob coordenação da Defesa Civil, a convocação de voluntários, e dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços necessários ao atendimento da situação de emergência.

Cidades vizinhas como Guariba, Taquaritinga, Dumont e Pradópolis também registraram grandes prejuízos. Em Pradópolis, os ventos chegaram a 122 km/h. Em Guariba, um barracão desabou durante a tempestade. A Defesa Civil estadual está se deslocando para Ribeirão Preto, e a cidade deve receber ajuda humanitária.

O coordenador municipal da Defesa Civil, coronel Otávio Augusto de Lima Seminate, classificou o episódio como de intensidade incomum para a região. “Provavelmente nós não acompanhamos um vento dessa intensidade desde o episódio de 1994”, afirmou.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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