Brasil

Zema usa Taylor Swift para ironizar Lula e Jaques Wagner em meio à investigação da PF

Por Stephanie Paixao • 22 de junho de 2026

Governador mineiro faz publicação nas redes sociais após revelações sobre ingressos para shows da cantora que teriam sido custeados por empresário ligado ao Banco Master.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), utilizou a cantora pop norte-americana Taylor Swift para ironizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Jaques Wagner (PT-BA) em uma publicação nas redes sociais. A postagem ocorreu após a divulgação de novas informações relativas à investigação da Polícia Federal (PF) sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.

A provocação faz referência a um dos pontos centrais levantados pelo inquérito. Segundo documentos citados pela PF, o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio e figura ligada à instituição financeira, teria custeado ingressos para shows da cantora destinados a familiares de Jaques Wagner, incluindo apresentações tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

De acordo com a apuração, uma viagem para Los Angeles, realizada em 2023, envolveu a aquisição de entradas para um camarote da turnê mundial “The Eras Tour”. O material analisado pelos investigadores aponta gastos superiores a R$ 63 mil apenas com ingressos para a família do senador. O inquérito também interceptou trocas de mensagens tratando de credenciais para outra apresentação da artista, desta vez em São Paulo.

Críticas ao governo

Na publicação, Zema aproveitou a repercussão do caso para associar o episódio diretamente ao Palácio do Planalto e à cúpula do PT. O governador mineiro, que já vinha intensificando suas críticas públicas a Lula, relacionou a figura do líder do governo no Senado aos desdobramentos da operação.

Segundo Zema, o caso escancara a proximidade questionável entre altos integrantes do governo federal e alvos da Polícia Federal. Ele ressaltou, ainda, que Jaques Wagner atua como o representante direto de Lula no Congresso Nacional.

O que investiga a Polícia Federal

A operação conduzida pela PF apura um suposto esquema de corrupção e tráfico de influência envolvendo o repasse de vantagens indevidas por empresários do Banco Master a agentes públicos. Entre os elementos que embasam a suspeita estão o pagamento de viagens de luxo, o empréstimo de aeronaves particulares e o custeio de despesas de entretenimento concedidos a autoridades em troca de favorecimento político.

Relatórios da corporação indicam que Augusto Lima teria disponibilizado jatos executivos para deslocamentos de Jaques Wagner em diferentes ocasiões, além de bancar os eventos culturais para seus familiares. Até o momento, o caso segue em fase de inquérito e não há condenação judicial relacionada aos fatos investigados.

Repercussão política

A deflagração da nova fase da operação gerou forte abalo em Brasília. Nos bastidores, articuladores políticos do governo passaram a traçar estratégias de controle de danos para evitar que o desgaste da investigação atinja diretamente a imagem do presidente Lula, especialmente com a aproximação do período pré-eleitoral.

Apesar da crescente pressão política, Jaques Wagner declarou ter recebido o apoio do presidente da República e sinalizou que não espera ser afastado da liderança do governo no Senado.

Enquanto o Planalto tenta blindar sua articulação, a oposição tem explorado ativamente o caso nas redes sociais e nas tribunas. A postagem de Zema tornou-se o mais recente capítulo dessa disputa narrativa, misturando o nome de uma das maiores estrelas da música mundial a um dos escândalos mais comentados da política nacional na atualidade.

(Fonte: Poder360)

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Stephanie Paixao
Sobre o autor

Stephanie Paixao

Stephanie Paixão é graduanda em Jornalismo e acadêmica do Ensino Superior em Tecnologia em Mídias Sociais e Digitais pela Universidade Unicesumar. Estrategista de conteúdo, com atuação no combate à desinformação e à análise crítica dos eventos nacionais e globais.

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