A Polícia Judiciária de Portugal atuou de maneira significativa contra o narcotráfico internacional ao deter, este sábado, dois cidadãos brasileiros e um português no âmbito da “Operação White Sugar“.
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Portugal: brasileiros detidos com 900 kg de cocaína em carga de açúcar.
Os suspeitos foram presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Guimarães para a aplicação das medidas de coação, tendo sido decretada a prisão preventiva para os principais envolvidos. Este caso reforça a tendência de Portugal como uma das principais portas de entrada da cocaína na Europa, obrigando a uma vigilância cada vez mais estreita sobre as rotas de importação de bens essenciais e mercadorias a granel, que servem de “cavalo de Tróia” para o crime organizado transnacional.
A investigação, que culminou na apreensão de cerca de 900 quilos de cocaína de elevado grau de pureza, revela a sofisticação de uma organização criminosa que utilizava empresas de fachada para introduzir grandes quantidades de estupefacientes no continente europeu através de vias marítimas comerciais.
Segundo informações avançadas pelo G1 (25/04/2026) e pelo jornal Observador (24/04/2026), a droga estava minuciosamente camuflada no interior de um carregamento de açúcar proveniente da América do Sul, que desembarcou no Porto de Leixões, no norte do país.
O esquema, que vinha sendo monitorado pelas autoridades desde dezembro do ano passado, baseava-se na constituição de sociedades comerciais legítimas para camuflar a atividade ilícita e facilitar o desalfandegamento de contentores. Os detidos brasileiros, identificados como Marcelo Sousa Costa e Douglas Soriano Júnior, apresentavam-se como empresários e seriam, de acordo com as autoridades, peças centrais na logística financeira e na intermediação do grupo.
Conforme detalhado pela Folha de S.Paulo (25/04/2026), esta apreensão é considerada a maior já realizada pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga, com o valor de mercado da carga estimado em mais de 60 milhões de euros, o que sublinha a escala monumental da operação financeira que sustentava o grupo.
A operação não se limitou apenas à retenção do produto, mas expôs a estrutura hierárquica do grupo, onde o cidadão português detido seria o responsável pela criação das empresas falsas, enquanto os brasileiros geriam o fluxo de capitais e os contactos com os fornecedores sul-americanos.
No entanto, a defesa dos acusados, liderada pelo advogado Eduardo Maurício, sustenta a tese de inocência e afirma que não existe uma ligação comprovada entre os seus clientes e o entorpecente apreendido, sublinhando que o processo ainda se encontra em fase de instrução e sob segredo de justiça.















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