A retenção de R$ 4,3 bilhões nas verbas da pasta da Defesa para o presente exercício financeiro forçou as Forças Terrestres nacional do Exército Brasileiro a interromper os trabalhos de vigilância que estavam em execução nas divisas do território nacional para o combate às organizações criminosas.
Interlocutores que monitoravam a atividade informaram à CNN que, do montante total de R$ 4,3 bilhões contingenciados, aproximadamente R$ 1,5 bilhão correspondia a repasses direcionados exclusivamente ao Exército, instituição responsável pelas incursões nas zonas limítrofes. A interrupção do fluxo de capital acontece justamente no período em que a administração dos Estados Unidos enquadrou os dois principais agrupamentos criminosos em solo brasileiro, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), na categoria de grupos terroristas. A gestão federal do Brasil diverge de tal rotulação. Autoridades das Forças Armadas informaram à CNN que o grosso das atividades dessas redes ilícitas concentra-se exatamente nas faixas de fronteira, englobando o comércio de entorpecentes, descaminho, extração mineral clandestina e degradação florestal.
Impacto nos Comandos Regionais e Balanço da Operação Ágata
As frentes de trabalho são coordenadas pelo Comando Militar da Amazônia (CMA) e pelo Comando Militar do Oeste (CMO), em cujas delimitações geográficas localizam-se as nações com maior índice de manufatura de cocaína do planeta e que servem de porta de entrada para os entorpecentes no Brasil.
O procedimento de maior notoriedade é a Operação Ágata, iniciativa que, ao longo deste ano, confiscou acima de 15 toneladas de substâncias ilícitas em incursões promovidas no perímetro fronteiriço da região amazônica, além de desativar 62 maquinários de sucção empregados na mineração ilegal e interromper a circulação de 117 embarcações de carga.
Interpelado sobre o assunto, o Ministério da Defesa optou por não emitir posicionamento.

