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Lula tem como virar, mas vai precisar de ousadia para mudar a campanha, avalia Rovai

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Em análise publicada na Revista Fórum, o jornalista Renato Rovai aponta que a perda de três pontos percentuais no Sudeste e nas cidades pequenas exige uma guinada na comunicação do segundo turno, com espaço para uma nova geração que fez votos pela internet

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O diagnóstico de Rovai

Segundo o jornalista, o resultado do primeiro turno precisa ser analisado sem exageros. Ele lembra que Lula perdeu cerca de três pontos percentuais em relação a 2022, saindo de 48,4% para 45,1%, enquanto os Bolsonaros avançaram de 43,5% para 47% . “É uma mudança importante. E mostra que não dá para tratar o resultado como se nada tivesse acontecido. Mas não é uma catástrofe. Foi um 3 pra lá e um 3 para cá” , escreveu.

Rovai destaca que Flávio Bolsonaro tem um problema importante pela frente: sua rejeição é muito alta. “A questão agora é saber qual é o teto dele” , avalia. Para o jornalista, se Flávio ultrapassar rapidamente os 50% e abrir uma vantagem muito grande nas próximas pesquisas, a situação de Lula ficará bastante complicada. “Mas, se começarmos o segundo turno com uma disputa equilibrada, há jogo” .

Onde Lula perdeu votos

Rovai aponta que as perdas se concentraram no Sudeste . “São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram uma catástrofe para Lula” , escreveu. Outro ponto de atenção são as cidades pequenas com menos de 50 mil habitantes, onde o presidente perdeu 7% dos votos que teve em 2022 .

“É preciso diminuir a vantagem dos adversários nesses estados do Sudeste, se possível virando em Minas, o que não será fácil. Esse é um dos principais desafios para o segundo turno” , afirma.

Sobre o Nordeste, Rovai reconhece alguma perda, mas avalia que “nada significativo” . “A diferença é que ali existe uma estrutura política capaz de reagir” , destaca, citando a reeleição dos governadores Jerônimo Rodrigues (BA) , Rafael Fontelles (PI) e Elmano de Freitas (CE) , além da eleição de senadores em Pernambuco, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte .

A nova geração e a comunicação

Um dos pontos centrais da análise é a necessidade de renovar a comunicação da campanha. Rovai destaca que “uma nova geração entrou em campo” , com jovens que construíram sua votação a partir da internet, sem grandes estruturas financeiras, e obtiveram excelentes resultados no Paraná, em São Paulo, no Rio, em Minas e em vários outros lugares .

“É essa garotada que precisa ir para o comando da campanha. É essa garotada que tem que liderar a comunicação de Lula” , defende. “Eu não estou dizendo que as estruturas tradicionais devem desaparecer. Estou dizendo que o segundo turno precisa incorporar uma outra lógica de comunicação” .

Rovai afirma que foi um dos primeiros a dizer que a campanha de comunicação de Lula no primeiro turno estava errando demais e que o resultado mostrou que havia razões para essa crítica. “Agora não adianta ficar fazendo autocrítica durante semanas. É preciso agir rápido” , escreveu. Para ele, a primeira decisão da campanha precisa ser mudar a comunicação e entregar para quem obteve bons resultados nas urnas .

O caminho da virada

Rovai conclui que o segundo turno exige coragem para reconhecer os erros e capacidade para fazer uma virada de campanha rápida. “Não é hora de ficar batendo boca e pensando no umbigo. É hora de jogar o jogo que está posto” , escreveu.

“Lula ainda tem como virar. Mas, para isso, vai precisar ter ousadia para mudar a campanha, abrir espaço para uma nova geração e encontrar uma comunicação capaz de diminuir a vantagem adversária onde ela foi maior” , finaliza.

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Referências

Revista Fórum — Lula tem como virar, mas vai precisar ter ousadia pra mudar uma coisa… Blog do Rovai. Disponível em: https://revistaforum.com.br/blogs/blog-do-rovai/lula-virada-ousadia/

Nota editorial

As informações relatadas nesta matéria refletem a análise do jornalista Renato Rovai, publicada no Blog do Rovai, da Revista Fórum, em 5 de outubro de 2026. Trata-se de um texto de opinião e análise política, não de uma reportagem factual. Os números citados sobre a votação de Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno são baseados nos resultados oficiais do TSE. As avaliações sobre rejeição, teto eleitoral e estratégia de campanha são interpretações do autor e não constituem previsões ou conclusões definitivas sobre o resultado do segundo turno. O espaço para manifestação das campanhas e de todos os envolvidos permanece aberto.

Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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