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Durigan chama Milei de “palhaço” e diz que Brasil está melhor que a Argentina; ministro rebate críticas e afasta cenário de recessão

Milei esteve no Brasil neste fim de semana para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, oponente do presidente Lula nas eleições para presidente da República. Ministro da Fazenda brasileiro afastou cenário de recessão para 2027. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a economia brasileira está em melhor situação que a argentina e classificou o presidente do país vizinho, Javier Milei, de “palhaço”. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, em resposta às críticas feitas por Milei durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência no sábado (25).

“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação lá é muito mais alta”, declarou Durigan. “Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar o apocalipse, que vai ter problema.”

Milei atacou Lula e Moraes em convenção

Em seu discurso em São Paulo, Milei afirmou que o Brasil caminha para uma “crise de dívida” por supostamente não ter feito o ajuste fiscal necessário. O presidente argentino também chamou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de “lixo careca” por ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro, e fez críticas ao presidente Lula.

Milei discursa em convenção do PL que lançou candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência Nelson ALMEIDA / AFP


Durigan rebateu as acusações comparando os indicadores econômicos dos dois países. Segundo ele, o risco-país argentino é muito mais alto, assim como a dívida pública e a inflação. O ministro também afastou a possibilidade de recessão na economia brasileira em 2027, prevendo crescimento de cerca de 2% do PIB.

Diferenças econômicas

Apesar da crise recente, a Argentina teve um desempenho notável em 2025, com crescimento de 4,4% e inflação reduzida de três dígitos para cerca de um terço do patamar anterior, sob o rígido plano de austeridade de Milei. O Banco Mundial projeta crescimento de 3,6% para a Argentina em 2026, enquanto estima expansão de 2,2% para o Brasil.

Durigan afirmou, no entanto, que o Brasil tem desemprego mínimo, inflação controlada e recordes na balança comercial. Sobre os juros, disse que para reduzi-los é preciso diminuir os gastos obrigatórios, manter o arcabouço fiscal e modernizar o Estado. “Taxa de juros altos tem esse papel, desaquecer a economia. Economia vai desacelerar, mas falar em recessão é um exagero”, concluiu.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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