A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma atualização em suas diretrizes de elegibilidade para competições nacionais. A nova resolução estabelece critérios estritamente biológicos para a categoria feminina, impedindo a participação de mulheres transgênero nas principais ligas do país.
Novo Critério Biológico:
A partir da nova norma, a elegibilidade para a categoria feminina exige a comprovação de resultado SRY-negativo. A presença do gene SRY, associado ao cromossomo Y, passa a vetar a inscrição na categoria, independentemente do sexo registrado civilmente ou de cirurgias de afirmação de gênero
Mudança em Relação ao Modelo Anterior:
A regra que permitia a participação mediante a supressão hormonal de testosterona por um período contínuo foi revogada. Com isso, os níveis hormonais isolados deixam de ser o parâmetro principal para a liberação das atletas.
Alinhamento com Entidades Internacionais:
A CBV justificou a medida como uma forma de padronizar as regras do voleibol nacional com os regulamentos adotados por entidades como o Comitê Olímpico Internacional (COI), a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e a Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV)
Impacto nas Competições e Atletas:
As novas exigências passam a vigorar para as próximas temporadas da Superliga A e B, Copa Brasil e circuito de Vôlei de Praia. A medida afeta diretamente atletas como a ponteira Tifanny Abreu, pioneira na modalidade no país, cujas equipes e representantes jurídicos avaliam os desdobramentos da decisão.

