Vandeko acorda diferente hoje. Não tem cookie de banana no forno, tem indignação, e indignação, para ele, não precisa de fermento, cresce sozinha. A pauta da manhã não é mais o “manco master” abstrato que ele negava sem ler. Agora tem nome, sobrenome e, principalmente, tem lado. E o lado de Vandeko, croqui, é sempre o lado de quem ele já decidiu gostar antes de qualquer fato aparecer.
Foi assim que ele descobriu, da noite para o dia, uma admiração inédita por André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux. Não pela obra jurídica, Vandeko não lê acórdão nem sob ameaça, mas porque os três, no imaginário dele, representam “os que resistiram”, os ministros que não entraram na fila de beijar a mão de quem prendeu seu ídolo em setembro. E se são desse lado, precisam ser defendidos. Mesmo quando a defesa exige um malabarismo digno de picadeiro.
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