Com Sthefany Paixão
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conforme confirmou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nesta terça-feira (21). Em reunião com o dirigente partidário, a ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro sinalizou que seu projeto é disputar a presidência do Senado Federal em 2027.
“Ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”.
Afirmou Valdemar em entrevista à CNN. A ideia de Tereza Cristina é suceder o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Segundo interlocutores, a senadora, que foi Ministra de Estado da Agricultura de Jair Bolsonaro, avalia que a participação na campanha presidencial de Flávio inviabilizaria sua candidatura ao comando do Senado, já que a eleição para a presidência da Casa ocorre em fevereiro de 2027. A negativa representa um revés para a campanha do filho do ex-presidente, que busca uma candidata a vice para reduzir a rejeição entre o eleitorado feminino — questão que se agravou após o rompimento com a madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Vice mulher e partidos do Centrão
Valdemar Costa Neto tratava Tereza Cristina como “a vice dos sonhos” de Flávio. Com sua recusa, a campanha deve direcionar esforços a outras representantes do PP: as deputadas federais Simone Marchetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE). No Republicanos, o nome cogitado pelo próprio Flávio é Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Bolsonaro.
A decisão de Tereza Cristina, no entanto, expõe a dificuldade de Flávio em consolidar alianças com os partidos do Centrão. A federação União Brasil-Progressistas caminha para a neutralidade na eleição presidencial, assim como o Republicanos, que reluta em embarcar formalmente na campanha do senador.
Aliados apontam que a mágoa do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), com Flávio é um dos fatores que dificultam a aliança. Ciro se queixa de que não teve o apoio do filho de Bolsonaro quando a Polícia Federal fez uma operação contra ele por suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Valdemar: “Flávio não estava preparado”

Em entrevista à CNN, Valdemar Costa Neto afirmou que Flávio “não estava preparado” para disputar o Planalto. “Ele foi escolhido por Bolsonaro e ele não tinha feito uma estrutura e um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República”, disse o presidente do PL. O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o partido tentará uma coligação até o último minuto com a federação PP-União Brasil ou com o Republicanos.
A convenção do PL que deve oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro está marcada para o próximo sábado (25), em São Paulo, com o nome da vice ainda indefinido.
Fonte: CNN.

