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Caso Master mantém ao menos 22 políticos na disputa eleitoral de 2026 e divide percepção de eleitores sobre impacto nas urnas

Por Luiz Gomes • 22 de julho de 2026

Foram identificados ao menos 22 pré-candidatos com vínculos ao escândalo do Banco Master que seguem na disputa eleitoral

Com Sthefany Paixão

Foram identificados ao menos 22 pré-candidatos com vínculos ao escândalo do Banco Master que seguem na disputa eleitoral de 2026 — entre eles o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidatos ao governo, ao Senado e à Câmara. Os vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro incluem contatos telefônicos, pagamentos empresariais, doações eleitorais e ações legislativas relacionadas aos interesses do Banco Master.

A lista inclui nomes do PL, PP, Republicanos e União Brasil, além de políticos do PSDB e do PSD identificados na agenda comercial de Vorcaro. O levantamento amplia o recorte publicado pelo Estadão, cruzando a chamada “Vorcarosfera” com documentos legislativos e registros eleitorais.

Principais nomes na disputa

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ): pré-candidato à Presidência, confirmou que pediu recursos a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, mas nega contrapartida política.

  • Ciro Nogueira (PP-PI): pré-candidato ao Senado, tem mensagens apreendidas pela PF que o relacionam a pagamentos de Vorcaro; propôs elevar o limite do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

  • João Roma (PL-BA): pré-candidato ao Senado, convocado pela CPI do Crime Organizado sobre crédito consignado no Auxílio Brasil.

  • Hugo Motta (Republicanos-PB): presidente da Câmara e candidato à reeleição, pediu empréstimo do Master para empresa da cunhada.

  • ACM Neto (União Brasil): pré-candidato ao governo da Bahia, empresa ligada a ele recebeu R$ 5,4 milhões do Master.

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): candidato à reeleição em São Paulo, recebeu doação de R$ 2 milhões de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, em 2022.

  • Nikolas Ferreira (PL-MG): candidato à reeleição, usou avião ligado a Vorcaro em 2022.

  • Jaques Wagner (PT-BA): ex-líder do governo no Senado, foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero em 18 de junho. Teve bens bloqueados, incluindo a venda de um terreno de R$ 15,8 milhões barrada pelo STF. A PF apura se recebeu vantagens para atuar em favor do Banco Master. Deixou o cargo de líder do governo após a operação, mas permanece na disputa pela reeleição ao Senado. Nega irregularidades.

Abandonaram a disputa

Cláudio Castro (PL-RJ) e Ibaneis Rocha (MDB-DF) deixaram a corrida ao Senado após serem abatidos pelo escândalo. Castro é alvo da PF por investimentos da Rioprevidência em títulos do Master; Ibaneis abandonou a disputa após o desgaste provocado pela tentativa de compra do Master pelo BRB.

Impacto na percepção do eleitor

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em julho mostra que 37,6% dos entrevistados apontam aliados de Lula como o grupo mais envolvido no esquema do Master, enquanto 36% atribuem maior envolvimento a aliados de Jair Bolsonaro — uma divisão praticamente técnica.

Entre eleitores indecisos (ouvidos pelo O Globo), o caso Master é apontado como fator de impacto na escolha das urnas. O grupo concorda que o escândalo atinge todas as esferas do poder, e uma “terceira via” à direita, como Ronaldo Caiado (PSD), é considerada uma alternativa melhor a Flávio Bolsonaro.

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Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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