Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho. A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e atinge principalmente etanol, máquinas agrícolas, vestuário, calçados, papel, açúcar orgânico e bens manufaturados.
O governo americano, no entanto, publicou uma extensa lista de isenções que abrange mais de 1,6 mil códigos tarifários. Produtos como carne bovina, café, petróleo, suco de laranja, minério de ferro e aeronaves civis ficaram fora da nova cobrança. As exceções foram definidas para evitar riscos de desabastecimento nos EUA, proteger cadeias produtivas estratégicas e considerar itens cuja tarifação teria baixa efetividade para coibir as práticas investigadas.
O que será taxado
A tarifa de 25% incidirá sobre os seguintes grupos de produtos:

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) lamentou a decisão sobre o etanol, afirmando que as importações de etanol pelo Brasil são taxadas em 18% para todos os países, em conformidade com as regras da OMC. “Não existe qualquer acordo bilateral que obrigue o Brasil a conceder tratamento tarifário diferenciado ao etanol norte-americano”, disse a entidade.
Produtos isentos (principais grupos)

Reações e próximos passos
Associações do café comemoraram a isenção. “Entendemos que essa decisão protege as exportações brasileiras de café — na ordem de US$ 2,0 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano aos EUA”, afirmaram Abic, Abics e Cecafé em nota conjunta. A Abipesca recebeu com serenidade a inclusão da tilápia na lista de exceções.
O governo brasileiro repudiou a decisão e anunciou que iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade. A medida entra em vigor em 22 de julho, mas produtos já embarcados antes dessa data ficam livres da sobretaxa, desde que ingressem nos EUA até 29 de julho.
Fontes: G1 (16/07/2026);
CNN Brasil (16/07/2026);
IG (16/07/2026).

