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Pai de bebê vítima de estupro soube da morte da filha de 10 meses ao voltar de viagem

Por Kaio Alves • 17 de julho de 2026

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o caso ocorreu no bairro Dionísio Torres.

Um crime brutal chocou o Ceará e mobilizou as forças de segurança pública nesta semana. Uma bebê de apenas 10 meses morreu após dar entrada em estado gravíssimo em uma unidade de saúde de Fortaleza, apresentando lesões clínicas severas compatíveis com abuso sexual. A Polícia Civil agiu rápido e prendeu em flagrante o principal suspeito do crime apurado pelo portal G1 são: o padrasto da criança Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos que convivia com a mãe da vítima e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos. Um terceiro suspeito não foi identificado ja que a Secretaria da Segurança não confirmou quantas pessoas foram levadas e nem quem são.

A tragédia ganhou contornos ainda mais dolorosos com o retorno do pai biológico da menina, um motorista que estava trabalhando em viagem pelo interior do estado e só tomou conhecimento da brutalidade e da morte da filha ao desembarcar na capital.

Marcas de Abuso

O caso começou a vir à tona na última segunda-feira, quando a bebê deu entrada na emergência de um hospital de Fortaleza com parada cardiorrespiratória e sinais evidentes de violência física e sexual. Apesar dos esforços exaustivos da equipe médica para reanimar a criança, o quadro clínico era irreversível, e a morte foi confirmada poucas horas depois.

“A gravidade das lesões deixou a equipe médica em choque. O protocolo para casos de violência foi acionado imediatamente”, relatou uma fonte ligada à investigação.

Os exames periciais realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) confirmaram o estupro de vulnerável. Com base nos depoimentos e nas contradições apresentadas sobre a rotina da casa nas últimas horas de vida da bebê, a polícia efetuou a prisão do padrasto, que estava responsável por cuidar da menina no período em que as agressões teriam ocorrido.

O Desespero do Pai: “Acabou com a minha vida”

Enquanto o crime era processado pelas autoridades, o pai biológico da bebê cumpria uma rota de trabalho no interior do Ceará, sem acesso regular a redes de comunicação. Ao retornar para Fortaleza, esperando reencontrar a filha, ele foi recebido com a notícia do falecimento e das circunstâncias bárbaras que envolveram a morte.

”Eu passei dias na estrada trabalhando para dar o sustento dela. Quando coloco os pés em Fortaleza, descubro que minha filhinha foi destruída e tirada de mim desse jeito. Esse monstro acabou com a minha vida”, declarou, chorando intensamente.

O pai relatou que nunca havia notado sinais de perigo e exigiu que as autoridades apliquem a pena máxima ao suspeito. “Eu só quero olhar na cara da justiça e ver esse homem pagar por cada segundo de dor que causou à minha menina”. declarou

Investigações e Próximos Passos

O padrasto permanece preso preventivamente em uma unidade prisional do estado, indiciado por estupro de vulnerável seguido de morte. A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca) segue colhendo depoimentos de vizinhos, familiares e também da mãe da bebê, para apurar se houve algum histórico prévio de maus-tratos ou se houve omissão.

O caso gerou forte comoção social em Fortaleza, com manifestações de solidariedade ao pai biológico e pedidos por maior rigor no acompanhamento de denúncias de vulnerabilidade infantil em áreas periféricas da capital cearense.

Leia a nota da defesa de Francisco Ray na íntegra:

“A defesa técnica de um dos investigados no caso envolvendo a morte da criança, o namorado da genitora, informa que acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes.

O constituinte desta defesa permanece à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, tendo, inclusive, se submetido voluntariamente à coleta de material genético. A defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais, imprescindíveis para o esclarecimento técnico dos fatos. Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação.

A defesa ressalta que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa grave risco à própria busca da verdade, além de afrontar garantias constitucionais como a presunção de inocência e o devido processo legal. Por respeito à investigação e à sociedade, a defesa somente voltará a se manifestar após a conclusão dos laudos técnicos.”

Já a defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi localizada.

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Kaio Alves
Sobre o autor

Kaio Alves

Jornalista político com 10 anos de atuação direta em Brasília. Especialista na cobertura dos Três Poderes, combina a análise crítica dos bastidores do Congresso com um olhar documental sobre o cotidiano do Palácio do Planalto, da Câmara Federal e do Senado Federal.

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