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Tarcísio demite Delegado Da Cunha da Polícia Civil de SP após processo disciplinar

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (3) .

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demitiu o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União Brasil), conhecido como Delegado Da Cunha, dos quadros da Polícia Civil.

Da Cunha recebeu a pena de demissão a bem do serviço público, uma das punições previstas no Estatuto da Polícia Civil paulista para irregularidades graves. O governo considerou procedentes as acusações feitas contra o parlamentar em processo administrativo . O ato menciona parecer e despacho da Assessoria Jurídica do Governo, de 1º de setembro .

Processo disciplinar e encenação de operação

O processo que levou à demissão está relacionado a uma operação policial em julho de 2020, na favela da Nhocuné, zona leste de São Paulo . Segundo depoimentos, Da Cunha teria ordenado que a vítima de um sequestro e o criminoso preso retornassem ao cativeiro para que a operação fosse reencenada e gravada .

Na gravação, Da Cunha aparece comandando a invasão do imóvel como se fosse o responsável pelo resgate heroico. As imagens foram distribuídas a emissoras de televisão e publicadas em suas redes sociais, ajudando a alavancar seu canal no YouTube .

A vítima afirmou ter concordado em voltar ao imóvel porque Da Cunha teria dito que a reconstituição serviria para produzir uma prova. Posteriormente, soube que as imagens seriam utilizadas pelo delegado no YouTube .

Da Cunha admitiu a simulação, justificando como uma “reconstituição” do caso. Especialistas contestaram a explicação, afirmando que esse procedimento deve ser conduzido por peritos .

Histórico e repercussão

Da Cunha já havia escapado de duas propostas de demissão aprovadas pela cúpula da Polícia Civil. Uma delas foi motivada pela acusação de que teria inventado a prisão de um suposto chefe do PCC para produzir conteúdo; a outra ocorreu após chamar superiores de “ratos” .

O processo tramitava desde 2022 na Assessoria Jurídica do Governo, tendo chegado à gestão Tarcísio em janeiro de 2023. O governador foi pressionado por aliados do deputado, mas decidiu pela punição mais rigorosa, considerando a situação insustentável .

Da Cunha, eleito deputado federal em 2022 com 181,5 mil votos, é candidato à reeleição . O parlamentar também é réu em processo por violência doméstica contra a ex-companheira e por abuso de autoridade no caso da encenação, aguardando julgamento .

A demissão da Polícia Civil não afeta seu mandato de deputado federal . Procurado, Da Cunha ainda não se manifestou sobre a decisão .

Fonte:

Diário Oficial do Estado em 3 de setembro de 2026

Secretaria de segurança Pública de Paulo

Metrópoles

Nota editorial: As informações relatadas nesta matéria refletem documentos oficiais, registros públicos e declarações divulgadas por veículos de imprensa. O Arena Remix ressalta que a demissão do delegato Carlos Alberto da Cunha da Polícia Civil de São Paulo foi publicada no Diário Oficial do Estado em 3 de setembro de 2026, constituindo um ato administrativo formal do governo estadual. As acusações que embasaram o processo disciplinar, bem como os demais processos judiciais em curso contra o parlamentar, aguardam manifestação final das autoridades competentes. O espaço para manifestação da defesa segue aberto.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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