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Assembleia da Venezuela aprova acordo que dá aos EUA acesso a 20% das reservas de petróleo

Homem segura a bandeira da Venezuela em manifestação perto da Assembleia após invasão do país pelos Estados Unidos Maxwell Briceno/Reuters

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A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo partido governista, aprovou nesta terça-feira (1º) o acordo com os Estados Unidos que concede ao governo norte-americano acesso a um quinto das reservas petrolíferas do país. A votação ocorreu um dia antes da visita do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a Caracas para assinatura do entendimento.

O acordo prevê que a North American Blue Energy Partners (Nabep), empresa privada comandada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt, receba concessões por 100 anos para operar 17 campos de petróleo. Os EUA terão direito de comprar, a preço de custo, 20% de toda a produção dos campos atuais e futuros operados pela empresa, além de preferência para adquirir os 80% restantes.

A Casa Branca afirmou que “a maioria dos campos de petróleo adicionais a serem operados pela Nabep” havia sido anteriormente controlada ou operada por grupos russos e chineses. Washington também assumirá 35% de participação na empresa, com poder de veto sobre nomeações para o conselho de administração.

Investimentos e produção

O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, afirmou que o acordo permitirá acrescentar 1,5 milhão de barris por dia à produção venezuelana. A parceria estima investimentos superiores a US$ 100 bilhões e mais de US$ 209 bilhões em impostos para o Estado venezuelano.

Os 17 campos envolvidos têm reservas provadas de aproximadamente 65 bilhões de barris de petróleo. Rodríguez disse que “os telefones não pararam de tocar” depois da definição dos campos, com interesse de outras empresas em investir no país.

Reações e próximos passos

Deputados da oposição se abstiveram na votação e afirmaram que queriam conhecer por escrito as condições do acordo antes de aprová-lo. Os três maiores grupos petrolíferos dos EUA – ExxonMobil, ConocoPhillips e Chevron – se abstiveram de comentar o acordo.

A Chevron deverá anunciar a expansão de suas operações no país no mesmo dia da assinatura, segundo fontes do governo americano. Uma autoridade de Washington afirmou que a iniciativa contribuirá para assegurar acesso a uma fonte estável de oferta e para a reconstrução econômica da Venezuela.

A Casa Branca divulgou que a próxima rodada de negociações entre governo e oposição venezuelana sobre transição democrática ocorrerá em meados de setembro.

Fontes:

1.Reuters

2.Valor Econômico

3.CNN USA

4.The Washington Post


Nota editorial:

As informações relatadas nesta matéria refletem documentos oficiais, declarações de autoridades e comunicados divulgados pelos governos da Venezuela e dos Estados Unidos, além de reportagens da imprensa internacional. O acordo ainda depende de implementação e de eventuais aprovações regulatórias adicionais. As versões da oposição venezuelana e das empresas petrolíferas citadas não foram detalhadas nesta reportagem.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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