Com 100% dos votos apurados no primeiro turno eleitoral para a presidência do Peru, realizado em abril, o esquerdista Roberto Sánchez garantiu o segundo lugar, informou na sexta-feira (15 de maio) a autoridade eleitoral, o que fará com que ele enfrente em um segundo turno a direitista Keiko Fujimori, que terminou em primeiro lugar.
O esquerdista Roberto Sánchez garantiu o segundo lugar do primeiro turno eleitoral para a presidência do Peru e enfrentará no segundo turno a direitista Keiko Fujimori, que terminou em primeiro lugar na eleição realizada em abril.
Isso foi informado nesta sexta-feira pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), ao concluir a apuração de 100% das cédulas.
A autoridade eleitoral disse que Sánchez obteve 12,03% dos votos, superando o ultraconservador Rafael López Aliaga, que alcançou 11,90%.
Segundo a Onpe, a diferença entre ambos foi de cerca de 21.210 votos.
Filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko concorre pela quarta vez. Ela liderou a apuração após o pleito de 12 de abril com 17,18%.
A lenta contagem dos votos gerou acusações de fraude por parte de López Aliaga e a renúncia do chefe da Onpe, Piero Corvetto, após irregularidades no processo, que estendeu por mais um dia a votação.
Observadores da União Europeia afirmaram, no entanto, que não foram encontradas provas concretas de fraude.
Sánchez, atual legislador, se apresentou na campanha como aliado do ex-presidente esquerdista Pedro Castillo, destituído e condenado à prisão por rebelião ao tentar de forma anticonstitucional dissolver o Congresso no fim de 2022.
Analistas preveem que o segundo turno eleitoral será marcado por uma forte polarização política, em um país que tem vivido em constante incerteza com oito presidentes desde 2018, devido a renúncias ou destituições de seus líderes.
Uma pesquisa da Ipsos Peru, de 26 de abril, mostrou que Fujimori e Sánchez estavam empatados com 38% das intenções de voto cada um, caso se enfrentassem em um segundo turno. Mais de um terço dos entrevistados disseram que ainda não haviam decidido em quem votar ou que não votariam em nenhum deles.
*Reuters

