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Saltos radicais continuam sendo oferecidos no Viaduto Sumaré mesmo após proibição em vigor desde 2005

Por Stephanie Paixao • 17 de junho de 2026

Empresas anunciam rapel e bungee jump pela internet com valores a partir de R$ 89, apesar de restrição imposta pela Prefeitura de São Paulo

Mesmo proibidas pela Prefeitura de São Paulo desde 2005, atividades de rapel e bungee jump continuam sendo oferecidas no Viaduto Sumaré, na Zona Oeste da capital paulista. Anúncios encontrados na internet permitem o agendamento de saltos por valores a partir de R$ 89, mantendo a comercialização de esportes radicais em um local onde a prática não é autorizada pelo poder público.

A restrição existe há mais de duas décadas e foi adotada após um acidente ocorrido em 2005, quando um homem caiu de aproximadamente 27 metros de altura durante uma atividade de rapel e sofreu fratura no braço. Desde então, a prefeitura determina que a prática permaneça proibida, permitindo apenas eventos organizados pela própria administração municipal.

Agendamentos continuam disponíveis

Apesar da proibição, empresas seguem anunciando os serviços em plataformas online e permitem que interessados realizem pré-agendamentos para a prática de rapel e bungee jump no Viaduto Sumaré. Os anúncios informam diferentes modalidades da atividade, incluindo opções realizadas durante o dia ou à noite e pacotes com registro fotográfico, além de serviços adicionais.

Os valores divulgados começam em R$ 89, variando conforme o tipo de experiência contratada.

Prefeitura afirma que atividades não são autorizadas

Segundo a Prefeitura de São Paulo, rapel e bungee jump não são permitidos no Viaduto Sumaré. A administração municipal informa que realiza fiscalizações periódicas para coibir atividades irregulares no local e reforça que a prática continua proibida desde 2005.

De acordo com a gestão municipal, a fiscalização também depende de denúncias encaminhadas pelos canais oficiais. A orientação é que a população comunique imediatamente qualquer atividade irregular para que equipes possam atuar no local.

Subprefeitura diz não haver registros de denúncias

O subprefeito da Lapa, coronel Telhada, afirmou que não existem denúncias registradas relacionadas às atividades no Viaduto Sumaré. Segundo ele, a administração regional atua quando recebe comunicação pelo serviço 156 ou durante ações de fiscalização direta, mas não é possível manter equipes permanentemente no local.

Ainda de acordo com o subprefeito, uma equipe foi enviada ao viaduto após a circulação de um vídeo nas redes sociais divulgando um evento esportivo previsto para um domingo. No entanto, nenhuma atividade foi encontrada durante a fiscalização.

Empresas continuam comercializando a experiência

Mesmo diante da proibição, a reportagem conseguiu realizar um pré-agendamento para um salto por meio de uma empresa que oferece a atividade pela internet. O serviço é anunciado para realização tanto durante o dia quanto à noite, com diferentes modalidades e possibilidade de contratação de fotos e outros registros da experiência.

Representantes de uma das empresas afirmaram que o acidente recente amplamente divulgado nas redes sociais teria envolvido uma equipe amadora e disseram aguardar uma eventual autorização da prefeitura para a retomada oficial das atividades.

Proibição permanece em vigor

A proibição do rapel e de outros esportes radicais no Viaduto Sumaré foi implementada após o acidente registrado em 2005, durante um evento realizado na região. Na ocasião, a prefeitura determinou que a atividade deixasse de ser praticada por não possuir autorização oficial, medida que permanece válida até hoje.

Mesmo com a restrição em vigor, anúncios de rapel e bungee jump continuam disponíveis na internet, permitindo que interessados realizem reservas para atividades no local.

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Stephanie Paixao
Sobre o autor

Stephanie Paixao

Stephanie Paixão é graduanda em Jornalismo e acadêmica do Ensino Superior em Tecnologia em Mídias Sociais e Digitais pela Universidade Unicesumar. Estrategista de conteúdo, com atuação no combate à desinformação e à análise crítica dos eventos nacionais e globais.

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