Brasil

PF prende três em operação contra esquema de venda de diplomas falsos de medicina em Minas Gerais e Bahia

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) a Operação Canudo, que investiga um esquema de venda de diplomas falsos e outros documentos acadêmicos usados para facilitar o ingresso ou a transferência de estudantes em cursos de Medicina, além da obtenção de registro profissional em conselhos regionais. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão — dois preventivos e um temporário.

Belo Horizonte / Salvador 12 de Agosto de 2026

As ordens judiciais foram cumpridas em Montes Claros e Bocaiuva (MG), e em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães (BA). Segundo a PF, as prisões preventivas ocorreram em Montes Claros e Luís Eduardo Magalhães, e a prisão temporária em Bocaiuva.

Esquema tem ramificações em vários estados

As investigações começaram após a apreensão, em 2023, de um diploma falso de Medicina apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. O documento teria sido fornecido por um dos investigados. Durante a apuração, a PF identificou indícios de uma estrutura organizada para falsificar e comercializar diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos.

Segundo a investigação, os documentos eram utilizados de duas formas: para obtenção de registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina ou para permitir que estudantes ingressassem por transferência em cursos de Medicina já em andamento, inclusive em períodos próximos à conclusão da graduação.

O esquema teria ramificações em diferentes estados brasileiros. Pelo menos 45 pessoas que já estão inscritas como médicos em Conselhos Regionais teriam pago ao grupo para obter documentos falsos que viabilizassem o registro profissional. A PF informou que continuará investigando quem contratou ou utilizou os serviços do grupo.

Investigado já foi alvo de operação em 2016

Segundo a PF, o principal investigado na Operação Canudo já havia sido alvo de uma investigação em 2016, quando a Polícia Federal identificou uma organização criminosa envolvida em fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na época, o grupo recrutava professores e estudantes para realizar as provas e transmitir os gabaritos por meio de dispositivos eletrônicos para candidatos que pagavam pelos resultados.

Os investigados na Operação Canudo poderão responder pelos crimes de falsificação e uso de documentos falsos, além de outros delitos que possam ser identificados durante o avanço das investigações.

Fonte: Polícia Federal

Redes sociais
Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

Deixe uma resposta