Belo Horizonte / Salvador 12 de Agosto de 2026
As ordens judiciais foram cumpridas em Montes Claros e Bocaiuva (MG), e em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães (BA). Segundo a PF, as prisões preventivas ocorreram em Montes Claros e Luís Eduardo Magalhães, e a prisão temporária em Bocaiuva.
Esquema tem ramificações em vários estados
As investigações começaram após a apreensão, em 2023, de um diploma falso de Medicina apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. O documento teria sido fornecido por um dos investigados. Durante a apuração, a PF identificou indícios de uma estrutura organizada para falsificar e comercializar diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos.
Segundo a investigação, os documentos eram utilizados de duas formas: para obtenção de registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina ou para permitir que estudantes ingressassem por transferência em cursos de Medicina já em andamento, inclusive em períodos próximos à conclusão da graduação.
O esquema teria ramificações em diferentes estados brasileiros. Pelo menos 45 pessoas que já estão inscritas como médicos em Conselhos Regionais teriam pago ao grupo para obter documentos falsos que viabilizassem o registro profissional. A PF informou que continuará investigando quem contratou ou utilizou os serviços do grupo.
Investigado já foi alvo de operação em 2016
Segundo a PF, o principal investigado na Operação Canudo já havia sido alvo de uma investigação em 2016, quando a Polícia Federal identificou uma organização criminosa envolvida em fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na época, o grupo recrutava professores e estudantes para realizar as provas e transmitir os gabaritos por meio de dispositivos eletrônicos para candidatos que pagavam pelos resultados.
Os investigados na Operação Canudo poderão responder pelos crimes de falsificação e uso de documentos falsos, além de outros delitos que possam ser identificados durante o avanço das investigações.
Fonte: Polícia Federal

