Ausência de contato público entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos foi retratada de formas distintas por veículos de comunicação e repercutiu nas redes sociais
A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cúpula do G7, realizada em Évian, na França, repercutiu após a ausência de uma interação pública com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a chamada “foto de família” do encontro.
O episódio recebeu interpretações distintas na imprensa e nas redes sociais. Enquanto colunas de opinião afirmaram que Lula teria tentado uma aproximação sem sucesso, outros veículos destacaram que não havia previsão de uma reunião bilateral entre os dois líderes e que a participação brasileira tinha uma agenda própria.
Lula discursa na presença de Trump
Apesar da ausência de contato público durante a foto oficial, Lula participou normalmente da reunião ampliada do G7, realizada na presença de Donald Trump.
Durante seu discurso, o presidente brasileiro criticou o avanço do protecionismo e do unilateralismo nas relações internacionais.
Entre as declarações feitas por Lula está a seguinte afirmação:
O presidente também defendeu maior cooperação internacional, redução das desigualdades globais e respeito à soberania dos Estados.
A reunião do G7 reúne líderes das principais economias industrializadas do mundo e conta tradicionalmente com a participação de países convidados. O Brasil participou do encontro a convite do governo anfitrião.
Até a publicação da coluna, não havia registro oficial divulgado pela Casa Branca de uma reunião bilateral entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva durante o evento. A informação apresentada pela assessoria do presidente brasileiro, reproduzida pelo próprio texto, é de que os dois líderes se cumprimentaram após um concerto promovido pelo presidente francês Emmanuel Macron.

