Clima

Instituto Nacional de Meteorologia emite alerta vermelho para ciclone extratropical e ventos superiores a 100 km/h no Sul do Brasil

Sistema atingi o Rio Grande do Sul nesta quarta-feira, com impactos previstos para várias áreas do estado

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e os órgãos de Defesa Civil elevaram o nível de alerta para a Região Sul do Brasil nesta terça-feira (18), em virtude da formação e avanço de um novo ciclone extratropical intenso originado entre o norte da Argentina, o Uruguai e o Oceano Atlântico. O fenômeno meteorológico, associado ao deslocamento de uma frente fria de forte atividade, acionou alertas vermelhos de “grande perigo” em municípios do Rio Grande do Sul e áreas de divisa, com previsões de precipitações volumosas e rajadas de vento que podem superar a marca de 100 km/h.

A intensificação do sistema de baixa pressão ocorre poucas semanas após a passagem de um evento severo de ciclogênese explosiva pelo cone sul, elevando o grau de vulnerabilidade do solo e da infraestrutura urbana e rural na faixa meridional do país [4]. Autoridades estaduais e municipais mobilizaram gabinetes de crise para monitoramento em tempo real, envio de alertas preventivos via redes de telefonia celular e preparação de equipes de resgate para eventuais ocorrências de enxurradas, deslizamentos de terra e interrupções generalizadas no fornecimento de energia elétrica.

Impactos Climáticos e Áreas de Risco

De acordo com as diretrizes técnicas do Inmet, as instabilidades associadas ao ciclone concentram-se de maneira mais severa sobre o território gaúcho e em trechos de Santa Catarina, onde o volume acumulado de chuvas pode atingir patamares superiores a 100 milímetros em um intervalo de 24 horas. A circulação ciclônica favorece a formação de linhas de instabilidade severa, com risco iminente de queda de granizo, descargas elétricas frequentes e ventania intensa capaz de destelhar edificações, derrubar árvores de médio e grande porte e comprometer torres de transmissão.

O avanço da frente fria não se restringe à Região Sul, provocando reflexos diretos no sudoeste de Mato Grosso do Sul e gerando instabilidades difusas que afetam áreas de transição com o estado de São Paulo. Especialistas em meteorologia apontam que, após a fase mais crítica de passagem do ciclone em direção ao alto mar no Atlântico Sul, uma massa de ar Polar de origem antártica ingressará no continente, provocando uma queda acentuada e abrupta nas temperaturas e potencializando a formação de geadas nas áreas serranas da Região Sul nos dias subsequentes.

“A combinação de solo encharcado por eventos anteriores e a alta velocidade das rajadas de vento configura um cenário de risco severo para a integridade civil, exigindo o cumprimento estrito das recomendações de evacuação e abrigamento seguro”

Diretrizes de Segurança e Protocolos de Defesa Civil

Diante do quadro de severidade climática, a Defesa Civil recomenda que a população residente nas zonas de risco evite transitar por áreas alagadas, busque abrigo longe de estruturas metálicas e placas de publicidade durante as rajadas mais fortes, e mantenha aparelhos eletrônicos desconectados da rede elétrica em caso de temporais com descargas severas.

A navegação marítima e a atividade pesqueira ao longo da costa sul também encontram-se rigorosamente suspensas devido à forte agitação marítima e à formação de maré de tempestade.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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