O estoque de requerimentos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aguardando análise caiu para 1,68 milhão de pedidos até 14 de julho, o menor patamar em 21 meses, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O número representa uma queda de 74% em relação a janeiro, quando a fila atingiu 3,128 milhões de pedidos.
Do total atual, 745 mil processos (44,3%) estão dentro do prazo legal de 45 dias para resposta, enquanto 486 mil (29%) estão com a análise atrasada, acima do prazo, e 450 mil pedidos (26,7%) dependem de providências do cidadão, como o envio de documentos complementares. O governo federal estabeleceu como meta zerar a fila de processos com mais de 45 dias até setembro, o que significaria eliminar o estoque atual de 486 mil pedidos atrasados.
Ampliação da capacidade de processamento
A redução da fila é atribuída pelo governo ao aumento da capacidade de processamento do INSS. Entre janeiro e maio de 2026, a quantidade de processos analisados pela autarquia cresceu 34,7% em comparação com o mesmo período de 2025. A média mensal de benefícios concedidos subiu 12,4%, de 608,6 mil para 683,8 mil concessões por mês.
O “ápice” do fluxo de processamento ocorreu em março de 2026, quando o INSS analisou 1,626 milhão de processos e concedeu 890 mil benefícios em um único mês. A taxa média de concessão acumulada de janeiro a maio de 2026 é de 50,6%.
Diversas medidas têm sido adotadas para acelerar as análises, como a contratação de novos servidores, atendimento por telemedicina em regiões com poucos profissionais e a continuidade do programa de bônus para servidores por análises adicionais
Troca no comando do INSS
Em abril, o governo promoveu uma mudança na presidência do INSS, com a saída de Gilberto Waller e a chegada de Ana Cristina Viana Silveira, que até então presidia o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Segundo o governo, durante sua gestão no CRPS, a capacidade de análise de recursos foi duplicada. A troca foi defendida pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT).

O presidente Lula avaliou que Waller foi importante para “colocar a casa em ordem” após o escândalo de desvios de aposentadorias e pensões, mas não conseguiu reduzir as filas por não ser alguém com conhecimento técnico do setor.

