Copa 2026

Copa 2026: Galvão Bueno faz duras críticas à estrutura dos estádios e dispara: “Nunca vi nada tão ruim”

Por Igor Alves • 25 de junho de 2026

Narrador veterano, de 75 anos, hoje no SBT, criticou as condições de transmissão nos Estados Unidos.

A organização da Copa do Mundo de 2026 na América do Norte virou alvo de pesadas críticas por parte de uma das vozes mais emblemáticas do jornalismo esportivo brasileiro. Em um vídeo que rapidamente viralizou nas redes sociais, o narrador Galvão Bueno não poupou palavras para demonstrar sua indignação com as condições estruturais e a logística dos estádios que recebem os jogos do torneio mundial, classificando a experiência atual como a pior de sua extensa carreira em coberturas de Copas.

O desabafo do jornalista reflete uma insatisfação latente que vem ganhando corpo entre profissionais de imprensa, delegações e torcedores que acompanham o torneio sediado em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá.

Críticas severas às cabines de imprensa e acessibilidade

No registro audiovisual, Galvão Bueno detalha os problemas operacionais enfrentados nos bastidores das arenas norte-americanas, conhecidas originalmente por abrigar jogos de futebol americano, mas que passaram por adaptações para o futebol tradicional. O narrador enfatizou o isolamento das cabines de transmissão e a distância em relação ao gramado, elementos que, segundo ele, prejudicam diretamente o calor e a dinâmica do trabalho jornalístico.

“Eu estou na minha 14ª Copa do Mundo e posso dizer com toda a certeza: eu nunca vi nada tão ruim em termos de estrutura para quem trabalha e para quem assiste. O futebol precisa de proximidade, de atmosfera. Essas arenas de futebol americano são gigantescas, mas frias e sem a infraestrutura adequada para o futebol que o mundo conhece”, disparou Galvão.

Além do posicionamento das cabines, relatos de problemas com zonas mistas de entrevistas, dificuldades de deslocamento interno e falhas em sistemas de conectividade têm sido recorrentes nas principais sedes do torneio.

Desafio logístico e o formato da competição

A crítica de Galvão Bueno joga luz sobre um debate que já vinha preocupando especialistas antes mesmo do pontapé inicial da competição: a adaptação de praças esportivas gigantescas para os padrões exigidos pela FIFA. A descentralização das sedes e as longas distâncias entre os países vizinhos também têm sobrecarregado as equipes de transmissão e as comissões técnicas.

A forte repercussão do vídeo de Galvão reacendeu as discussões na internet, dividindo opiniões entre torcedores que defendem a modernidade das arenas americanas e aqueles que concordam que o “padrão Fifa” acabou esbarrando no pragmatismo comercial dos estádios dos Estados Unidos.

Redes sociais
Igor Alves
Sobre o autor

Igor Alves

Jornalista político com 10 anos de atuação direta em Brasília. Especialista na cobertura dos Três Poderes, combina a análise crítica dos bastidores do Congresso com um olhar documental sobre o cotidiano do Palácio do Planalto, da Câmara Federal e do Senado Federal.

Deixe uma resposta