A carne de jacaré produzida na Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, em Porto Velho (RO), está mais próxima de conquistar o selo de Indicação Geográfica (IG), reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a produtos com características únicas ligadas ao seu território de origem. Uma nova fase do processo técnico terá início entre os dias 1º e 6 de setembro.
O manejo sustentável do jacaré na Resex Lago do Cuniã é realizado por comunidades tradicionais, com autorização e monitoramento dos órgãos ambientais. A produção difere da caça predatória ao seguir critérios de conservação e uso controlado dos recursos naturais. Atualmente, a carne é comercializada localmente e para mercados selecionados, mas o selo pode ampliar significativamente seu alcance.
A concessão da IG colocaria a carne de jacaré ao lado de outros produtos brasileiros reconhecidos por sua origem, como queijos mineiros, vinhos do Vale dos Vinhedos e cafés especiais. Para os produtores, o selo representa a valorização de um saber-fazer tradicional e a afirmação de um modelo de desenvolvimento que alia preservação ambiental e geração de renda.
Representantes do setor avaliam que o reconhecimento pode abrir portas para novos mercados, aumentar o valor agregado do produto e consolidar a imagem da Amazônia como polo de bioeconomia, na qual a conservação florestal caminha lado a lado com a produção sustentável.
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