Agronegócio

Brasil pede à China habilitação de 33 frigoríficos para exportação

Por Luiz Gomes • 20 de maio de 2026
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BRASÍLIA, 20 Maio – O Ministério da Agricultura do Brasil pediu ao governo chinês a habilitação de 33 novos frigoríficos para exportação de carnes ao mercado chinês, informou nesta quarta-feira o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, após reuniões entre autoridades dos dois países em Pequim. O pedido inclui plantas de carne bovina, aves e suínos e ocorre enquanto Brasil e China discutem ampliação do comércio agropecuário.

Segundo Rua, o governo brasileiro solicitou autorização para exportação à China de 20 unidades de carne bovina, 11 plantas de aves e duas de suínos. O tema foi tratado durante encontros realizados nesta semana na capital chinesa, em meio a negociações sobre acesso sanitário e ampliação da presença brasileira no mercado asiático.

Pedido envolve bovinos, aves e suínos

O novo pedido brasileiro ocorre em um momento de intensificação do diálogo comercial entre Brasília e Pequim sobre proteínas animais. A China permanece como principal destino das exportações brasileiras de carne bovina e um dos maiores compradores de carne de frango e suína produzidas no país.

De acordo com Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, a solicitação formal enviada às autoridades chinesas contempla frigoríficos de diferentes segmentos da cadeia de proteína animal. O objetivo é ampliar a capacidade exportadora do Brasil para o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro.

A habilitação de frigoríficos depende de autorização das autoridades sanitárias chinesas, que avaliam requisitos técnicos e de segurança alimentar antes de permitir o ingresso dos produtos no mercado local.

China reabilita três frigoríficos brasileiros

As negociações desta semana ocorreram paralelamente à decisão chinesa de permitir a retomada das exportações de carne bovina de três frigoríficos brasileiros anteriormente suspensos. A reabilitação foi comunicada ao setor após reuniões realizadas em Pequim entre representantes dos governos brasileiro e chinês.

Entre as unidades autorizadas a retomar embarques está uma planta da JBS localizada em Mozarlândia, no Estado de Goiás, segundo informações do setor exportador. A liberação representa uma redução parcial das restrições impostas anteriormente sobre frigoríficos brasileiros.

A retomada das exportações ocorre em um momento considerado estratégico para o setor de carnes, diante da relevância do mercado chinês para a indústria frigorífica brasileira.

Negociações ocorrem em meio a debate sobre cotas

O pedido de habilitação de novas plantas acontece enquanto o setor acompanha discussões relacionadas às cotas de importação chinesas para carne bovina. Exportadores brasileiros observam possíveis mudanças nas condições de acesso ao mercado asiático ao longo de 2026.

As conversas entre Brasil e China incluem temas sanitários e comerciais considerados relevantes para a expansão das exportações. O governo brasileiro busca ampliar o número de estabelecimentos aptos a vender produtos ao exterior em um contexto de aumento da demanda internacional por proteína animal.

Ao mesmo tempo, representantes do setor acompanham sinais do governo chinês sobre políticas de importação que possam afetar o volume embarcado pelos principais fornecedores globais de carne.

Mercado chinês mantém papel central para o agronegócio

A China segue como principal comprador de produtos agropecuários brasileiros e exerce papel relevante sobre receitas do setor exportador. O desempenho das vendas externas de carnes ao país asiático influencia diretamente frigoríficos, produtores rurais e a balança comercial brasileira.

A ampliação do número de frigoríficos habilitados tende a aumentar a capacidade de embarque do Brasil, caso os pedidos sejam aprovados pelas autoridades chinesas. O processo, contudo, depende de análise regulatória e de inspeções sanitárias conduzidas pelo governo chinês.

Para o governo brasileiro, a expansão do acesso ao mercado chinês é vista como uma medida voltada ao fortalecimento da presença do país no comércio global de proteínas animais.

Próximos passos dependem de avaliação chinesa

O pedido brasileiro agora depende da análise das autoridades chinesas responsáveis pela habilitação sanitária de plantas exportadoras. Não há prazo informado para uma decisão sobre as 33 unidades apresentadas pelo Ministério da Agricultura.

Enquanto aguarda resposta de Pequim, o governo brasileiro mantém negociações com representantes chineses sobre comércio agropecuário e condições de acesso ao mercado de carnes. Novos desdobramentos podem ocorrer após a conclusão das avaliações sanitárias e comerciais em andamento.