WASHINGTON — Um homem armado foi morto a tiros por agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos no sábado (23) após abrir fogo contra um posto de segurança localizado a uma quadra da Casa Branca. Um pedestre também foi atingido durante a troca de tiros e está em estado crítico, segundo autoridades. O presidente Donald Trump estava no Salão Oval no momento do incidente e não foi impactado.
O ataque ocorreu por volta das 18h (19h em Brasília) na esquina da 17th Street com a Pennsylvania Avenue NW, área de acesso restrito imediatamente externa ao complexo da residência oficial . Segundo comunicado oficial do Serviço Secreto, o suspeito se aproximou do checkpoint, retirou uma arma de dentro de uma mochila e “começou a disparar contra os agentes postados” .
Os agentes revidaram os tiros e atingiram o homem, que foi levado a um hospital da região e morreu em decorrência dos ferimentos . Nenhum policial do Serviço Secreto ficou ferido na ação .
Pedestre é baleado durante troca de tiros
Um pedestre que passava pelo local também foi atingido pelos disparos. Autoridades afirmam que ainda não é possível determinar se a vítima foi ferida pelos tiros iniciais do suspeito ou pelos disparos efetuados posteriormente pelos agentes . O estado de saúde do pedestre foi descrito como crítico por um oficial de segurança que falou sob condição de anonimato .
Equipes de emergência atenderam a vítima no local, onde foram vistas na calçada caixas com luvas cirúrgicas roxas e kits médicos utilizados por equipes de resgate .
Trump estava no Salão Oval com assessores
O presidente Donald Trump encontrava-se no Salão Oval no momento do ataque. Segundo informações da ABC News citando um funcionário da Casa Branca, Trump trabalhava com os assessores Steven Cheung, Natalie Harpe Margo Martin quando os disparos ocorreram .
O Serviço Secreto confirmou que “nenhum protegido ou operação foi impactado” e que o presidente foi informado sobre o incidente ainda no sábado . O presidente havia cancelado uma viagem planejada ao seu clube de golfe na Nova Jersey e permaneceu em Washington durante o fim de semana .
Jornalistas se abrigam após rajada de tiros
Correspondentes da imprensa nacional que estavam no gramado norte da Casa Branca relataram ter ouvido “dezenas de disparos” por volta das 18h . A repórter-chefe da Casa Branca pela ABC News, Selina Wang, publicou um vídeo em sua conta no X no momento em que os tiros começaram.
“Eu estava gravando um vídeo para as redes sociais do gramado norte da Casa Branca quando ouvimos os tiros. Parecia dezenas de disparos”, escreveu Wang . No vídeo, que foi visto mais de 3 milhões de vezes, a repórter abaixa-se para se proteger enquanto agentes do Serviço Secreto gritam “abaixem-se” e alertam sobre “disparos” .
Os jornalistas foram levados às pressas para dentro da sala de imprensa e instruídos a se abrigarem no local. O complexo da Casa Branca foi colocado em lockdown por aproximadamente 40 minutos, sendo liberado por volta das 18h45 .
Autoridades de alta patente, incluindo a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o vice-presidente JD Vance, foram vistas deixando o complexo momentos antes do ataque .
Investigação está a cargo do FBI
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou em publicação no X que a agência “está no local e apoiando o Serviço Secreto na resposta aos disparos perto do gramado da Casa Branca” e que atualizaria o público assim que possível .
O Departamento de Polícia Metropolitana de Washington também esteve no local auxiliando nas investigações e orientou a população a evitar a área .
Cerca de três dezenas de marcadores de evidência alaranjados foram colocados pelos investigadores na calçada do lado de fora do complexo, onde fitas de isolamento amarelas isolavam a cena do crime .
Ataque é o terceiro incidente com tiros próximo à Casa Branca em menos de um mês
O tiroteio de sábado ocorre em meio a uma série de incidentes de violência armada nos arredores da residência oficial americana. Em 25 de abril, o presidente Trump sofreu uma tentativa de assassinato durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel em Washington. O suspeito, Cole Tomas Allen, da Califórnia, alegou inocência em tribunal federal e permanece sob custódia .
Menos de duas semanas depois, em 4 de maio, agentes do Serviço Secreto atiraram contra um suspeito próximo ao Monumento a Washington, também nas imediações da Casa Branca. Michael Marx, de 45 anos, natural do Texas, foi acusado formalmente em conexão com o incidente, no qual um adolescente que passava pelo local foi ferido .
O local do tiroteio de sábado fica próximo ao ponto onde, em novembro de 2025, um atirador matou a soldado do Exército Sarah Beckstrom, 20 anos, e feriu gravemente Andrew Wolfe, então com 24 anos, ambos membros da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental .
Trump afirma que suspeito tinha ‘histórico de violência e obsessão’ pela Casa Branca
Horas após o incidente, o ex-presidente Donald Trump afirmou em publicação na rede social Truth Social que o atirador tinha “histórico de violência e possível obsessão” pelo complexo da Casa Branca. Trump afirmou que o suspeito já era conhecido das autoridades por comportamentos anteriores e demonstrava fixação pelo edifício-sede do governo americano.
A informação foi divulgada pela BBC Brasil, que confirmou a declaração de Trump. O ex-presidente não forneceu detalhes adicionais sobre a identidade do atirador ou sobre a extensão de seu suposto histórico de violência. Até o momento, o Serviço Secreto e o FBI não confirmaram oficialmente as afirmações feitas por Trump sobre as motivações ou o passado do suspeito.
Casa Branca e Serviço Secreto não divulgaram identidade do suspeito
As autoridades federais ainda não divulgaram o nome do atirador morto no sábado. A identidade do pedestre ferido também não foi revelada publicamente. A investigação segue em curso para determinar se o suspeito agiu sozinho ou tinha apoio, além de analisar seu histórico de saúde mental e eventuais conexões com grupos extremistas.
O Serviço Secreto deve divulgar um relatório complementar nos próximos dias com mais detalhes sobre a operação e a resposta dos agentes. O suspeito de sábado é o terceiro homem morto pelo Serviço Secreto nos arredores da Casa Branca em menos de 30 dias, o que levanta questionamentos sobre a segurança no perímetro da residência oficial em meio à temporada de campanha eleitoral de 2026.

