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Ataque a tenente: mais um suspeito morre em ação da Rota para capturar envolvidos no crime

Por Stephanie Paixao • 14 de julho de 2026

Com a morte, subiu para seis o número de homens mortos desde o início das investigações sobre o atentado, em 27 de junho.

A caçada aos envolvidos no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos ganhou um novo capítulo nesta semana e elevou para seis o número de suspeitos mortos durante operações da Polícia Militar em diferentes regiões do estado de São Paulo. Os dois casos mais recentes ocorreram durante uma ação em Heliópolis, na zona sul da capital, onde policiais afirmam ter localizado homens apontados como participantes do ataque contra o oficial. Segundo a versão apresentada pela corporação, houve confronto armado e ambos morreram após serem socorridos. 

De acordo com a Polícia Militar, a equipe da Rota recebeu informações de inteligência indicando que um dos suspeitos estaria escondido na comunidade. O homem foi identificado como Marcelo de Jesus Dias, conhecido como “Nego Zum”, apontado pelas investigações como o piloto da motocicleta utilizada no atentado contra o tenente. Ainda conforme os policiais, ao chegarem ao endereço indicado, os agentes teriam sido recebidos a tiros e reagido. Marcelo e outro homem, cuja identidade não havia sido oficialmente divulgada, foram baleados, encaminhados a um hospital, mas não resistiram aos ferimentos. 

As investigações apontam que Marcelo possuía antecedentes criminais e era procurado pela Justiça por roubo, com um mandado de prisão expedido meses antes da operação. A polícia sustenta que ele teve participação direta na logística do atentado, conduzindo a motocicleta utilizada pelos criminosos. Apesar disso, a investigação sobre o caso continua em andamento para esclarecer toda a dinâmica da ação e identificar a participação de outros envolvidos. 

O atentado ocorreu no dia 27 de junho, quando o tenente Ronickson Pimentel foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta enquanto parava em um semáforo, em São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo. Os criminosos efetuaram diversos disparos contra o policial, que foi socorrido em estado grave. Ronickson Pimentel dos Santos é irmão de Eloá Cristina Pimentel, adolescente assassinada em 2008 no caso que ganhou repercussão nacional após mais de 100 horas de cárcere privado em Santo André. Segundo informações médicas, o oficial permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave, porém estável. 

Além das mortes registradas durante as operações, a investigação já resultou na prisão de três suspeitos. Um deles confessou ter participado da ocultação da motocicleta utilizada no atentado, enquanto outros dois são apontados como responsáveis por oferecer apoio logístico aos executores. Para a polícia, no entanto, o principal autor dos disparos continua foragido. O homem procurado é Hércules da Costa Siqueira, conhecido pelos apelidos “Golias” ou “Peruca”, que teve o nome incluído na Lista Vermelha da Interpol. O governo de São Paulo oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à sua localização e prisão. 

Elenilson Misael da Silva (à esq.) é suspeito de participar de atentado contra o tenente da PM Ronickson Pimentel dos Santo (à dir). — Foto: g1 Santos e Redes sociais

As mortes ocorridas durante a ofensiva policial passaram a ser acompanhadas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável por apurar todas as ocorrências envolvendo intervenção policial. Paralelamente, a Polícia Militar instaurou Inquéritos Policiais Militares (IPMs) para analisar a atuação das equipes da Rota em cada uma das ações, conforme determina a legislação. A corporação afirma que todos os procedimentos seguiram os protocolos operacionais e que as equipes reagiram após serem atacadas pelos suspeitos.

Embora a Polícia Militar relacione parte dos mortos ao atentado contra o tenente, a própria investigação ainda busca esclarecer o grau de participação de cada um deles. Em alguns casos, a Secretaria da Segurança Pública reconheceu que não há confirmação definitiva do envolvimento dos mortos no ataque, e as apurações seguem para determinar se todos possuíam ligação direta com a tentativa de homicídio.

Enquanto as buscas continuam, a expectativa das autoridades é localizar o homem apontado como responsável pelos disparos que atingiram Ronickson Pimentel. A investigação também procura identificar possíveis mandantes e esclarecer se o atentado foi planejado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em represália às ações da Polícia Militar, hipótese que ainda é analisada pelos investigadores e não foi oficialmente confirmada. 

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Stephanie Paixao
Sobre o autor

Stephanie Paixao

Stephanie Paixão é graduanda em Jornalismo e acadêmica do Ensino Superior em Tecnologia em Mídias Sociais e Digitais pela Universidade Unicesumar. Estrategista de conteúdo, com atuação no combate à desinformação e à análise crítica dos eventos nacionais e globais.

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