Coluna

A ilusão das superalianças e a erosão dos freios institucionais.

A saúde de uma democracia não se mede pela ausência de conflitos entre as instituições, mas pela eficácia com que os poderes limitam uns aos outros. Quando a linha entre o Poder Executivo e a Suprema Corte deixa de ser uma fronteira de fiscalização e passa a se parecer com um alinhamento tático, o sistema de freios e contrapesos — pilar fundamental do Estado de Direito — entra em estado de alerta.

O problema central não reside no diálogo institucional, que é necessário e bem-vindo, mas na percepção de uma convergência de interesses que neutralize o papel do Judiciário como árbitro imparcial. O Supremo Tribunal Federal foi desenhado para ser o guardião da Constituição, e não um braço homologador de agendas de governo ou um anteparo político contra a oposição.

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Jota luis
Sobre o autor

Jota luis

Especializado na intersecção entre política, economia e geopolítica, traduz as grandes movimentações do cenário nacional e internacional de forma direta e estratégica. Com olhar atento aos bastidores do poder e aos mercados, busca entregar contexto e clareza para o leitor que precisa entender as engrenagens que movem o mundo.

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