Agronegócio

VBP do Paraná bate recorde e chega a R$ 213 bilhões em 2025

Resultado representa alta nominal de 13% e crescimento real de 9%; pecuária respondeu por mais da metade do valor, enquanto soja e milho impulsionaram a agricultura

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná alcançou R$ 213 bilhões em 2025, o maior resultado da série histórica do estado. O montante representa crescimento nominal de 13% em relação aos R$ 188,3 bilhões registrados em 2024.
Quando descontada a inflação, a alta foi de 9%. O resultado indica que o avanço não ocorreu apenas por causa da elevação dos preços, mas também pela expansão da produção e pela geração efetiva de riqueza nas atividades agropecuárias.

Pecuária lidera o resultado estadual

A pecuária respondeu por R$ 112,1 bilhões, o equivalente a 53% do VBP paranaense. Foi o quarto ano consecutivo em que o segmento ocupou a primeira posição entre as atividades econômicas do campo.

A agricultura, que reúne grãos, frutas, hortaliças e flores, movimentou R$ 91,2 bilhões, ou 43% do total. As atividades florestais responderam pelo valor restante. A diferença entre pecuária e agricultura, porém, diminuiu com a recuperação das lavouras de milho e o desempenho da soja.

A avicultura de corte alcançou faturamento de R$ 35,5 bilhões, alta de aproximadamente 12% sobre 2024. O abate chegou a 2,38 bilhões de frangos, recorde para o estado. Consideradas também as atividades de recria e produção de ovos, a cadeia de aves movimentou R$ 52,5 bilhões.

Soja e milho puxam a agricultura

A soja foi o principal produto individual do agronegócio paranaense, com VBP de R$ 42,3 bilhões. Em 2024, a oleaginosa havia movimentado R$ 36,9 bilhões. O crescimento de aproximadamente 15% foi acompanhado por aumento de 14% na produção, que passou de 18,8 milhões para 21,4 milhões de toneladas.

O milho foi o produto que mais avançou proporcionalmente. Depois de uma quebra de safra em 2024, quando a produção havia ficado em 16 milhões de toneladas e o VBP em R$ 14,2 bilhões, o volume colhido subiu para 21 milhões de toneladas em 2025. O valor bruto da cultura alcançou R$ 19,1 bilhões, alta de cerca de 35%.

A recuperação do milho esteve associada a condições climáticas mais favoráveis e teve impacto direto sobre a renda dos produtores. O resultado também ajudou a reduzir a distância entre a agricultura e a pecuária na composição do VBP estadual.

Cadeias de proteínas mantêm força

A cadeia de bovinos, considerando a criação para corte e as etapas de recria e engorda, movimentou R$ 19,4 bilhões. A suinocultura de corte alcançou R$ 9,6 bilhões, ante R$ 8,82 bilhões em 2024, avanço de aproximadamente 9%. Foram abatidos 12,2 milhões de suínos no período.

A produção leiteira registrou VBP de R$ 12,8 bilhões e alcançou 5,8 bilhões de litros. Os números mostram que o resultado estadual foi distribuído entre diferentes atividades, sem depender exclusivamente de uma única cultura ou cadeia produtiva.

“O avanço real de 9% mostra que não estamos falando apenas de aumento de preços, mas de geração efetiva de riqueza no campo, resultado do trabalho dos produtores e da diversidade e eficiência da nossa produção agropecuária”, afirmou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza.

Diversificação reduz exposição a oscilações

O governo estadual avaliou que a diversificação das cadeias produtivas contribuiu para a resistência do setor diante das oscilações de clima e mercado. O desempenho combinou a expansão da soja, a recuperação do milho e a força das cadeias de aves, suínos, bovinos e leite.

“Temos uma produção diversificada, que gera valor tanto no campo quanto na indústria e movimenta a economia de diferentes regiões do Estado”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. A avaliação acompanha os dados do levantamento, que considera aproximadamente 350 produtos produzidos nos municípios paranaenses.

O recorde de 2025 consolida a agropecuária como um dos principais motores da economia do Paraná. O próximo resultado deverá indicar se o ritmo de crescimento será mantido diante das condições climáticas, dos preços das commodities e dos custos de produção.

Fonte:

• Jornal Paraná Centro

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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