Justiça

​Efeito Dominó da Faria Lima: Ex-chefe da Reag negocia delação com a PGR, devassa fundo de R$ 100 bi e empurra escândalo para Brasília.

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Brasilia 26 de agosto de 2026.

O empresário João Carlos Mansur, ex-proprietário e ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, apresentou formalmente à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de acordo de delação premiada. A iniciativa marca um desdobramento significativo nas investigações em andamento que envolvem o grupo financeiro.

  • Proposta Formalizada: A defesa do empresário João Carlos Mansur entregou os termos da colaboração diretamente à PGR, buscando benefícios penais em troca de informações estratégicas.
  • Teor das Revelações: A proposta apresentada por João Carlos Mansur incluiria detalhes sobre operações financeiras do grupo, eventuais irregularidades e o envolvimento de outros nomes do setor e do meio político.
  • Análise da PGR: O material e os depoimentos preliminares fornecidos por Mansur estão sob análise da equipe do Procurador-Geral, que avaliará a utilidade das provas apresentadas antes de decidir pela assinatura e posterior homologação da delação

Nomes Citados na Proposta de Delação

A proposta de colaboração premiada apresentada por João Carlos Mansur (ex-dono da Reag) à PGR envolve empresários, executivos e políticos:

Empresários e Gestores
Daniel Vorcaro: Foco principal das revelações de Mansur. O banqueiro (dono do Banco Master) é apontado como o verdadeiro beneficiário final de fundos e estruturas financeiras de fachada

Augusto Ferreira Lima: Ex-sócio de Vorcaro no Banco Master.

Benjamim Botelho: Ex-dono da gestora Sefer e parceiro de negócios, citado como suposto “laranja” em estruturas offshore de Vorcaro.

Mohamad Hussein Mourad (“Primo”) e Roberto Augusto Leme da Silva (“Beto Louco”): Empresários do setor de combustíveis investigados por usar fundos da Reag

Valério Marega Júnior: Gestor de fundos investigado nas operações financeiras.

Políticos

Jaques Wagner (Senador – PT/BA): Citado em relação a um presente de ingressos para um show avaliado em dezenas de milhares de reais, intermediado por executivos (o senador nega irregularidades e diz não conhecer Mansur).

ACM Neto (União Brasil/BA): Citado por ser cotista exclusivo de um fundo de investimento que era gerido pela Reag (o político afirma que seus aportes têm origem lícita e declarada, atendendo a todas as regras da CVM)

Valores Envolvidos

Multa de Mansur: Para fechar o acordo, o próprio João Carlos Mansur se comprometeu a devolver R$ 40 milhões, quantia equivalente ao que recebeu da Reag no período em que esteve na empresa.

Movimentação offshore: Um dos anexos detalha o fundo Jaguar Multimarket Fund Ltd (nas Ilhas Cayman), que teria recebido R$ 494 milhões em repasses do Banco Master.

Injeção do Banco Master na Reag: Investigações apontam que o Banco Master movimentou cerca de R$ 3,6 bilhões em créditos direcionados a fundos geridos pela Reag.

Volume dos fundos investigados: O patrimônio total somado de fundos da Reag sob suspeita de inflação artificial de valores chega a R$ 102,4 bilhões

Citações a políticos:

Ingressos para show mencionados na citação a Jaques Wagner: R$ 63,3 mil.

Aplicação do fundo de ACM Neto (Seattle 95) em ativos ligados ao Master: R$ 4,8 milhões (de um patrimônio total aportado pelo político de R$ 7,92 milhões).

Fonte Uol

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Jota luis
Sobre o autor

Jota luis

Especializado na intersecção entre política, economia e geopolítica, traduz as grandes movimentações do cenário nacional e internacional de forma direta e estratégica. Com olhar atento aos bastidores do poder e aos mercados, busca entregar contexto e clareza para o leitor que precisa entender as engrenagens que movem o mundo.

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