A estratégia de blindagem jurídica e política em torno de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ganhou novos capítulos no Supremo Tribunal Federal (STF). A ofensiva da defesa de sua aliada próxima, a empresária Roberta Luchsinger, tenta conter o avanço de áudios e mensagens sensíveis obtidos no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um rombo estimado em R$ 6,3 bilhões no INSS.
O movimento ocorre em um momento de forte tensão política, faltando poucos meses para as eleições presidenciais.
O Escudo Coletivo contra os Vazamentos
Na penúltima semana de julho de 2026, os advogados de Roberta Luchsinger protocolaram uma petição de urgência direcionada ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. O objetivo central é frear um suposto plano da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) de divulgar áudios de conversas privadas entre a empresária e Lulinha.
A defesa alega que o uso político desse material configura “joguete sujo e eleitoreiro” contra a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante disso, a equipe jurídica exige que o tribunal:
• Identifique a legalidade: Esclareça se o STF autorizou formalmente a quebra do sigilo telemático de Roberta.
• Abra inquérito criminal: Caso não exista autorização judicial, exige a punição imediata por vazamento criminoso de dados.
Pedido de Arquivamento e Alegação de Perseguição
Paralelamente à blindagem contra os áudios, a defesa já havia solicitado formalmente o arquivamento definitivo das investigações contra Roberta. Os advogados sustentam que a Polícia Federal está realizando uma espécie de devassa injustificada (“fishing expedition”) em sua vida pessoal e financeira.
Segundo os defensores, o foco desproporcional sobre as movimentações e o cotidiano da empresária decorre unicamente de seu laço de amizade íntima com Lulinha. A tese apresentada busca desvincular qualquer repasse de dinheiro da fraude previdenciária ao filho do presidente, justificando os ganhos da empresária como honorários por consultoria farmacêutica legal de canabidiol.

