A Copa do Mundo de 2026 atingiu uma marca histórica e caótica nos bastidores antes mesmo do fim de sua fase de grupos. A Federação Tunisiana de Futebol anunciou oficialmente a demissão do técnico Sabri Lamouchi, elevando para quatro o número de seleções que demitiram seus treinadores com o Mundial da Fifa ainda em andamento — quebrando o recorde absoluto de trocas de comando na história das Copas.
O estopim para a queda do treinador francês naturalizado marroquino foi a eliminação precoce e o desempenho abaixo do esperado da seleção africana no torneio, que gerou forte pressão interna e da torcida.
Campanha Frustrante e Queda de Lamouchi
Sabri Lamouchi não resistiu à sequência de resultados negativos e ao futebol burocrático apresentado pela Tunísia na fase inicial. Após grandes expectativas criadas no ciclo preparatório, a equipe acumulou falhas táticas e acabou eliminada de forma antecipada, o que tornou a permanência do comandante insustentável para a diretoria da federação.
A federação agiu rápido após o tropeço decisivo, optando pelo desligamento imediato de Lamouchi antes mesmo do retorno da delegação, sob a justificativa de que o ciclo precisava ser interrompido para o início de uma reformulação imediata visando às próximas competições continentais.
Copa das Demissões: Um Recorde Histórico
A queda de Lamouchi consolida o Mundial de 2026 como o mais implacável com os treinadores na história do futebol. Nunca antes tantas federações haviam optado por demitir seus técnicos com a competição ainda em curso.
A Tunísia junta-se agora a uma lista que já contava com outras três seleções que decidiram cortar suas comissões técnicas após resultados desastrosos nas primeiras rodadas da fase de grupos. O nervosismo das confederações e o peso político de um resultado negativo no torneio de maior visibilidade do planeta têm encurtado drasticamente a paciência dos dirigentes.
Próximos Passos e Bastidores
Com a saída de Lamouchi, a seleção da Tunísia será comandada de forma interina por membros da comissão técnica permanente da federação até que um novo nome seja anunciado para o próximo ciclo de Copa do Mundo.
O clima na delegação é de frustração, mas a diretoria defendeu que a medida drástica era necessária para estancar a crise técnica. Enquanto isso, o recorde de quatro demissões acende o sinal de alerta para outros treinadores que balançam nos cargos conforme o mata-mata do Mundial se aproxima.

