|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Em meio a julgamento sobre o Caso Master, ministros trocam acusações duras e relator reage às críticas do decano: “Não aponte o dedo para mim”
Brasília – O clima político-institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu níveis máximos de fervura em sessão plenária. Durante os debates sobre os desdobramentos e a condução das investigações envolvendo o Caso Master, os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça protagonizaram um áspero bate-boca que expôs o racha e as profundas divergências metodológicas entre os integrantes da Corte
O estopim da discussão ocorreu quando o decano Gilmar Mendes subiu o tom para criticar a atuação de André Mendonça na condução do inquérito. Mendes argumentou publicamente que as movimentações do colega carregavam uma “evidente condução político e eleitoral”, fazendo menção direta ao vazamento de dados que antecedeu o feriado de 7 de setembro. A insinuação de que o processo estaria sendo instrumentalizado para interferir no cenário das eleições de 2026 irritou profundamente o relator.
Visivelmente incomodado com a interpelação, André Mendonça interrompeu a fala do decano exigindo respeito institucional. Gesticulando de volta, Mendonça disparou a frase que marcou o embate: “Não mude o foco e não aponte o dedo para mim”. Sem recuar, Gilmar Mendes rebateu imediatamente, afirmando em plenário que a postura do magistrado no caso “não merecia respeito”.
Troca de farpas e o fantasma da “Lava Jato.
A discussão não se limitou à postura física dos magistrados. Gilmar Mendes voltou a apontar que a decretação de medidas drásticas e a liberação seletiva de “recortes de diálogos” assemelhavam-se aos métodos espetaculosos outrora criticados na Operação Lava Jato. Para o decano, criar vícios ou surpresas processuais atenta contra o regimento interno e a estabilidade da própria Polícia Federal.
Mendonça, por sua vez, rechaçou vigorosamente o rótulo de “lavajatista”. O relator elevou a gravidade da discussão ao defender que a complexidade do Caso Master — que envolve fraudes, lavagem de dinheiro e o vazamento de conversas atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes — confere à investigação “contornos de máfia”. Ele garantiu que não cederá a pressões midiáticas ou a tentativas internas de abafar o caso.
O confronto obrigou a presidência do STF a intervir para acalmar os ânimos, mas a sessão deixou evidente que o tribunal atua sob forte estresse, pressionado pelo calendário eleitoral e pela sensibilidade de investigações que cruzam os gabinetes da própria cúpula do Judiciário.
A Reação de André Mendonça e a Interrupção da Sessão:
Inconformado com as declarações do decano, o ministro André Mendonça rebateu as acusações no Plenário. Mendonça exigiu respeito, rechaçou a alegação de atuação política e afirmou:
- Legalidade das Decisões: Sustentou que atuou no estrito cumprimento do dever constitucional, pautado pela transparência e pelo Regimento Interno da Corte.
- Cobrança por Respeito: Rebateu o tom das críticas de Gilmar Mendes, solicitando que não fossem feitas imputações levianas ou direcionamento de acusações pessoais durante o julgamento.
Diante do acirramento de ânimos e da inviabilidade de prosseguir os debates com serenidade, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, suspendeu temporariamente a sessão plenária para que os magistrados se reunissem reservadamente em busca de uma pacificação institucional.
Nota editorial:
O Portal Arena Remix reafirma publicamente seu compromisso incondicional com a isenção, a precisão jornalística e a imparcialidade. Informamos aos nossos leitores e aos órgãos consultados que a nossa equipe de redação acompanha os acontecimentos do Supremo Tribunal Federal de maneira independente e em tempo real.
Nossos boletins e matérias são atualizados à medida que as notas oficiais da Corte, os votos e o retorno da sessão do Plenário forem consolidados.
Fontes consultadas:
TV Justiça / STF: Transmissão oficial ao vivo da Sessão Plenária e áudios do Plenário.
Supremo Tribunal Federal (STF): Autos da Petição (PET) 16.662 e atas da Presidência da Corte.
- Cobertura Jornalística Nacional: Reportagens do UOL Notícias, Portal Metrópoles, Estadão e BNews.

