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Tarcísio e Haddad debatem segurança, educação e privatizações em SP

Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) realizaram, neste domingo (9), o primeiro debate para o governo de São Paulo na Band, marcado pela nacionalização da disputa e embates sobre gestão. O encontro entre o atual governador e o candidato petista focou no confronto de indicadores estaduais e na influência das políticas federais sobre o estado. O debate foi dividido em três blocos e não registrou ataques pessoais ou pedidos de direito de resposta. Enquanto Haddad buscou vincular a gestão estadual ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio defendeu suas entregas e questionou o desempenho econômico do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

São Paulo — 9 de agosto de 2026

Educação e desempenho no Ideb

A discussão sobre educação abriu o encontro com foco nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Haddad afirmou que São Paulo perdeu posições na qualidade do ensino médio e citou que os índices de alfabetização no estado, de 61%, estão abaixo da média nacional de 66%. O petista criticou a substituição de livros didáticos por plataformas digitais.Tarcísio rebateu as críticas com dados sobre o ensino profissionalizante. Segundo o governador, a participação de alunos em cursos técnicos passou de 12% para 42% durante seu mandato. Freitas afirmou que, ao incluir a formação profissional na avaliação, a nota do estado atingiria 4,5, mantendo a posição de São Paulo diante do crescimento nacional.

Segurança pública e crime organizado

No tema de segurança, os candidatos divergiram sobre a violência contra a mulher e o combate ao crime organizado. Haddad declarou que São Paulo enfrenta uma “epidemia” de crimes de gênero, com aumento de 10% nos feminicídios no primeiro semestre, contra uma queda de 2,5% no restante do país. O candidato também questionou a infiltração de facções criminosas na Polícia Militar.O governador apresentou os menores índices históricos de homicídios e latrocínios do estado e destacou a realização de 500 operações conjuntas com o Ministério Público e a Polícia Federal. Tarcísio citou a Operação Carbono Oculto contra o PCC e defendeu a atuação no centro da capital, mencionando a criação de 700 leitos para desintoxicação e 44 casas terapêuticas na região da Cracolândia.

Privatizações e relação federativa

As desestatizações e a relação com o governo federal dominaram o encerramento do debate. Haddad criticou as concessões da CPTM e da Sabesp, prometendo rever contratos caso seja eleito. O petista afirmou que o estado perdeu R$ 1 bilhão por mês ao demorar a aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) por motivações políticas.Tarcísio defendeu o modelo de parcerias público-privadas e afirmou que a privatização da Sabesp ampliou o atendimento para dois milhões de pessoas. O governador reconheceu a parceria federal no túnel Santos-Guarujá, mas cobrou a liberação de financiamentos travados em Brasília. Sobre o cenário internacional, ambos lamentaram as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, com Haddad defendendo o Plano Brasil Soberano para abertura de novos mercados.O calendário eleitoral prevê novos encontros entre os candidatos antes do primeiro turno das eleições de 2026.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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