RIO DE JANEIRO A ausência do atual prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes, deu o tom do primeiro debate eleitoral entre os postulantes ao comando do Rio de Janeiro. Sem a presença de Paes no estúdio, os adversários concentraram suas críticas na gestão municipal, cobrando respostas sobre mobilidade, saúde e segurança pública, ao mesmo tempo em que buscaram consolidar seus apoios políticos de peso na capital fluminense.
Críticas centrais e “cadeira vazia”
Desde os primeiros blocos, a cadeira destinada a Eduardo Paes tornou-se o centro das atenções. Os adversários políticos não pouparam críticas à decisão do prefeito de não comparecer ao confronto direto de propostas.
Entre os temas mais debatidos, a situação do transporte público e a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital foram usados como principais argumentos para bombardear a atual administração. Oposição e demais candidatos argumentaram que a ausência demonstra uma tentativa de evitar prestar contas sobre problemas crônicos que afetam os cariocas
Padrinhos políticos no holofote
Com a dinâmica do debate voltada tanto para propostas quanto para o alinhamento político, o candidato Ruas aproveitou seus momentos de fala para frisar a aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao longo do programa, Ruas fez questão de ressaltar a “confiança” que Bolsonaro deposita em seu projeto para o Rio, buscando atrair o eleitorado conservador e de extrema-direita na cidade.
O eleitor carioca sabe de que lado nós estamos e conhece a confiança que o presidente Bolsonaro deposita em nossa capacidade de gestão e compromisso com o Rio”, declarou o candidato durante uma de suas intervenções.
Próximos passos da campanha
A estratégia da campanha de Eduardo Paes de evitar confrontos diretos neste início de disputa deve continuar sendo explorada pelos seus oponentes nos próximos compromissos e inserções de TV. Por sua vez, a oposição aposta no fortalecimento das alianças nacionais para mobilizar suas bases antes do primeiro turno.

