Em uma movimentação que sacudiu os bastidores da política nacional, o Progressistas (PP) comunicou oficialmente à senadora Tereza Cristina que adotará uma postura de neutralidade na corrida pela Presidência da República. A decisão, que pegou a parlamentar e aliados de surpresa, altera significativamente o xadrez eleitoral e redefine os rumos das alianças para o pleito.
A indicação de neutralidade do PP representa um duro golpe nos planos de quem articulava a construção de uma candidatura única do campo conservador ou a composição de uma chapa forte com o apoio integral da sigla.
Os bastidores da decisão:
Segundo fontes ligadas à cúpula do Progressistas, a opção pela neutralidade reflete uma estratégia de preservação da bancada no Congresso. Com parlamentares divididos em suas bases estaduais, a direção partidária preferiu “lavar as mãos” no plano nacional para garantir a eleição de uma bancada forte na Câmara e no Senado.
Para Tereza Cristina, que mantém forte trânsito com o setor do agronegócio e figurava como um dos nomes centrais do centro-direita, o aviso foi um balde de água fria. A expectativa agora gira em torno dos próximos passos da senadora e de como suas lideranças aliadas reagirão ao movimento da sigla.
- Bancada dividida: O PP abriga lideranças com forte apelo em diferentes regiões do país. A liberação dos filiados para apoiarem diferentes candidatos à presidência descentraliza a força do partido e evita rachas internos profundos, embora enfraqueça uma aliança nacional unificada.
- Tempo de rádio e TV fracionado: O expressivo tempo de propaganda eleitoral e as gerdas fatias do fundo partidário e eleitoral do PP não serão direcionados em bloco para uma única candidatura presidencial, permitindo que palanques estaduais façam composições locais diversas.

