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Brasilia 25 de agosto de 2026.
Investigações conduzidas pela Polícia Federal revelam que um grupo ligado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e à empresária e lobista Roberta Luchsinger tentou fechar três contratos milionários com o Ministério da Saúde. Apesar das investidas nos bastidores para abrir portas no Executivo, nenhum dos acordos se concretizou.
Segundo as apurações do inquérito do STF, os negócios visavam intermediar compras governamentais de grande porte. Confira as três frentes de atuação identificadas pela polícia:
Fornecimento de Cannabis Medicinal
O grupo buscava articular junto à pasta a centralização da compra de canabidiol no Governo Federal. O projeto previa o fornecimento de cerca de 1,2 milhão de frascos ao Ministério da Saúde, envolvendo empresas ligadas a intermediários do setor. Embora reuniões tenham sido marcadas, a proposta foi descartada por inviabilidade técnica.
Testes Rápidos de Dengue e Arboviroses
A investida de maior valor envolvia um plano de fornecimento em larga escala de exames e testes diagnósticos por meio de uma importadora. O modelo visava intermediar um contrato estimado em até R$ 1 bilhão, mas acabou barrado pelas diretrizes de licitação e orçamento da pasta.
Sistemas de Tecnologia e Gestão
Integrantes do grupo também tentaram emplacar plataformas e serviços de TI voltados à gestão em saúde e consultas. No entanto, o governo não deu prosseguimento às negociações nem assinou contratos com as empresas indicadas.
O que dizem os investigados?
Defesa de Lulinha: Os advogados negam categoricamente qualquer atuação ilícita, prática de tráfico de influência ou recebimento de valores em relação às negociações mencionadas no inquérito.
Defesa de Roberta Luchsinger: Afirma que não houve repasses de recursos irregulares e que prestará esclarecimentos formais nos autos do processo.
Fonte Folha de Săo Paulo

