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Dois policiais militares foram presos em flagrante na manhã de segunda-feira, 24 de agosto de 2026, sob suspeita de roubar três jovens e de estuprar uma adolescente de 17 anos na Zona Leste de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, as vítimas conheceram dois homens em uma adega na região da Avenida Itaquera e aceitaram uma carona antes de serem levadas para uma área afastada próxima ao Parque Jacuí, no bairro Pantanal.
De acordo com as reportagens do g1 e da CNN Brasil, os suspeitos estavam de folga e ocupavam um Volkswagen Fox cinza. Durante o trajeto, eles teriam anunciado o roubo com uma arma de fogo, restringido a saída dos passageiros e levado os celulares das três vítimas.
Vítimas reconheceram os policiais
Conforme o registro da ocorrência, o veículo descrito pelas vítimas estava relacionado a um policial militar que deveria assumir o serviço na manhã daquele dia. Os dois agentes foram apresentados na delegacia pelo tenente comandante da companhia responsável, e as vítimas fizeram o reconhecimento pessoal.
Um dos policiais foi apontado como possível coautor do roubo. O outro foi reconhecido como suspeito de participar do roubo e de cometer a violência sexual contra a adolescente. A prisão foi determinada pela autoridade policial e acompanhada por um oficial da Corregedoria da Polícia Militar. O caso foi registrado no 24º Distrito Policial, em Ponte Rasa.
Adolescente teria sido ameaçada
Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, depois que o grupo foi levado ao terreno baldio, dois dos jovens foram retirados do veículo, enquanto a adolescente permaneceu dentro do carro com um dos suspeitos. Ela relatou ter sido submetida a violência sexual sob ameaça de arma de fogo.
A irmã da adolescente disse ao g1 que o suspeito teria afirmado que atiraria caso a jovem não obedecesse às ordens. A familiar também informou que a adolescente passou por exame de corpo de delito e que estava fragilizada e assustada. A identidade da vítima foi preservada por se tratar de menor de idade.
“Minha irmã está muito fragilizada e assustada”, afirmou a familiar ao g1
Relatos indicam roubo e restrição da liberdade
Os jovens teriam conhecido os suspeitos em uma adega localizada em um posto de combustíveis na Avenida Itaquera. O grupo teria passado por um restaurante antes de os homens mudarem o trajeto e anunciarem o assalto.
Ainda segundo o relato publicado pela Folha, as vítimas foram obrigadas a entregar celulares e a jogar bolsas e outros pertences pela janela do carro. Depois de circularem por diferentes vias, os suspeitos teriam levado o grupo até a região do Pantanal, onde os jovens conseguiram sair do local e pedir ajuda a uma equipe da Polícia Militar.
Investigações continuam
A ocorrência foi registrada, como estupro com concurso de dois ou mais agentes e roubo com emprego de arma de fogo, restrição da liberdade, subtração de celulares e participação de duas ou mais pessoas. A autoridade policial ainda deve formalizar os procedimentos de polícia judiciária relacionados ao caso.
Em nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Militar afirmou que “não tolera desvios de conduta” e que agiu com firmeza ao apresentar imediatamente os agentes à Polícia Civil. O caso é investigado por meio de Inquérito Policial Militar e também pela Polícia Civil.
Até a publicação das reportagens consultadas, os dois policiais permaneciam sob investigação. A prisão e o reconhecimento pelas vítimas são etapas da apuração e não representam condenação definitiva. Caberá à investigação reunir outras provas, ouvir os envolvidos e encaminhar o caso ao Ministério Público e à Justiça.

