Coluna

Pablo Marçal é a luz azul da política: “ilumina” diferente do vermelho, do verde e do amarelo e, justamente por isso, atrai uma legião de mosquitos órfãos da democracia.

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Depois de transformar a política em ringue, o ex-coach descobriu que algoritmo não vota e que a cadeira também não é programa de governo

Há uma categoria de inseto que confunde luz artificial com lua e morre voando em círculos ao redor de uma lâmpada. Pablo Marçal descobriu a versão política desse fenômeno: basta acender qualquer afirmação, verdadeira ou não, que um enxame de apoiadores gira em torno dela indefinidamente, sem nunca perguntar por que a luz pisca tanto.

O catálogo é generoso. Durante a pré-campanha, Marçal jurou publicamente não pagar seguidores para divulgar seus vídeos — e repetiu essa negativa mesmo depois que reportagens comprovaram o pagamento, o que motivou o Ministério Público Eleitoral a pedir a suspensão de sua candidatura e levou a Justiça Eleitoral a bloquear seus perfis. Diversas reportagens comprovaram que houve remuneração, apesar de ele negar o pagamento a apoiadores para divulgarem seus vídeos durante a pré-campanha.  (Diário do Centro do Mundo) Marçal negou, negou de novo no Roda Viva, e a mentira sobreviveu ao próprio desmentido — porque para a mosca, a lâmpada continua acesa mesmo depois que alguém mostrou o fio desencapado.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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