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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Rastro para investigar um esquema de furto mediante fraude eletrônica que teria causado prejuízo estimado em aproximadamente R$ 50 milhões. Segundo as autoridades, três pessoas jurídicas com contas no Banco do Brasil foram vítimas das movimentações suspeitas.
A operação cumpriu 37 mandados de busca e apreensão contra 14 investigados em 14 municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Santa Catarina. Dois funcionários do Banco do Brasil estão entre os alvos da apuração por causa de indícios de uso indevido de suas credenciais de acesso.
A investigação ainda está em andamento e não estabeleceu a responsabilidade criminal dos suspeitos. As autoridades apuram como as credenciais foram utilizadas, quem teria ordenado as movimentações e qual foi o destino final dos recursos.
Como funcionaria o esquema
De acordo com a Polícia Civil, a análise das movimentações financeiras indicou que os valores desviados teriam sido pulverizados em diversas contas bancárias. A distribuição dos recursos teria dificultado o rastreamento, mas o trabalho de investigação financeira permitiu mapear parte do caminho percorrido pelo dinheiro e identificar outros possíveis participantes.
A apuração é conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Crimes Cibernéticos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo. Equipes dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior e policiais civis dos outros estados envolvidos participaram do cumprimento das ordens judiciais.
As buscas tiveram como objetivo localizar novos elementos, esclarecer a participação individual de cada investigado e aprofundar o rastreamento dos valores. A operação não significa que todos os alvos tenham sido presos ou denunciados formalmente.
Prisões temporárias foram negadas
A Polícia Civil havia solicitado à Justiça a prisão temporária dos investigados como parte das medidas cautelares. O pedido, contudo, foi indeferido. Segundo as informações divulgadas, foram determinadas medidas cautelares alternativas à prisão.
A decisão não encerra a investigação. Os suspeitos continuam submetidos ao processo de apuração, e novas medidas poderão ser solicitadas caso sejam reunidos elementos adicionais sobre a participação de cada um.
Banco do Brasil diz que identificou irregularidades
Em nota, o Banco do Brasil afirmou que apurações internas identificaram indícios de irregularidades antes do avanço da investigação policial. A instituição informou que comunicou os fatos às autoridades e que segue colaborando com o esclarecimento do caso.
“O Banco segue colaborando integralmente com as autoridades responsáveis e segue à disposição para apoiar o esclarecimento dos fatos”, declarou a instituição, segundo o Metrópoles.
Até a última atualização das fontes consultadas, não havia decisão judicial definitiva sobre a culpa de qualquer dos investigados. O valor de R$ 50 milhões é tratado como uma estimativa do prejuízo associado ao esquema, e a dinâmica completa da fraude ainda deverá ser esclarecida pela investigação.

