Saúde

Casos de HIV na terceira idade disparam no Brasil: por que a infecção cresce entre os idosos?

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O número de diagnósticos de HIV em pessoas com mais de 60 anos registrou um crescimento alarmante no Brasil. Dados epidemiológicos apontam que a falta de campanhas específicas e o tabu sobre a sexualidade na terceira idade deixam essa população vulnerável ao vírus.

Principais fatores para o aumento de casos:

Resistência ao preservativo: Idosos que não cresceram sob o auge da epidemia de HIV nos anos 80 e 90 têm menor hábito de usar camisinha.

Fim do risco de gravidez: A ausência de preocupação com a concepção faz com que muitos dispensem a barreira de proteção física

Avanços na medicina: Medicamentos para disfunção erétil e reposição hormonal prolongaram a vida sexual ativa na terceira idade

Diagnóstico tardio: Profissionais de saúde frequentemente não investigam o HIV em idosos, confundindo sintomas com o envelhecimento natural.

Preconceito social: O estigma social finge que a sexualidade não existe na velhice, barrando o diálogo e o acesso à prevenção

O Sistema Único de Saúde (SUS) garante tratamento integral e totalmente gratuito para todas as pessoas que vivem com HIV no Brasil

Como Funciona a Terapia Antirretroviral (TARV)

O tratamento moderno consiste no uso diário de medicamentos que impedem a multiplicação do vírus no organismo, protegendo o sistema imunológico

Esquema Inicial Preferencial: Atualmente, o protocolo padrão do Ministério da Saúde adota a combinação de três fármacos: Tenofovir + Lamivudina (em um único comprimido “2 em 1”) associado ao Dolutegravir

Simplificação com Dose Única: Para pacientes que já estão com a carga viral indetectável e estável, o SUS disponibiliza o Dovato (Dolutegravir + Lamivudina), reduzindo todo o tratamento a apenas um comprimido por dia

Indetectável = Intransmissível (I=I): Quando o paciente segue o tratamento corretamente, o vírus fica em quantidade tão baixa no sangue que os exames não conseguem detectar. Nesse estágio, a pessoa não transmite o HIV por via sexual e ganha a mesma expectativa de vida de quem não tem o vírus.

Como Ter Acesso ao Tratamento pelo SUS

Diagnóstico: O primeiro passo é realizar o teste rápido, disponível gratuitamente em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) ou em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). O resultado sai em cerca de 30 minutos

Acolhimento Especializado: Pacientes diagnosticados são encaminhados para os Serviços de Atenção Especializada (SAE), onde recebem atendimento de equipes multidisciplinares (médicos, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais).

Médico Particular ou Plano de Saúde: Mesmo quem faz consultas na rede privada tem direito a retirar os remédios de graça no SUS. Basta que o médico particular preencha o formulário oficial de solicitação de antirretrovirais exigido pelo protocolo público

Outras Estratégias de Prevenção Disponíveis no SUS

Além de tratar quem já possui o diagnóstico, o SUS oferece medicamentos preventivos gratuitos:

PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): Comprimido de uso contínuo indicado para pessoas soronegativas que estão em maior risco ou vulnerabilidade de contrair o vírus.

PEP (Profilaxia Pós-Exposição): Tratamento de urgência com duração de 28 dias. Deve ser iniciado em até 72 horas após uma situação de risco (como rompimento de camisinha ou violência sexual)

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Jota luis
Sobre o autor

Jota luis

Especializado na intersecção entre política, economia e geopolítica, traduz as grandes movimentações do cenário nacional e internacional de forma direta e estratégica. Com olhar atento aos bastidores do poder e aos mercados, busca entregar contexto e clareza para o leitor que precisa entender as engrenagens que movem o mundo.

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