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Brasilia 26 de agosto de 2026.
Uma investigação da Polícia Federal (PF) trouxe à tona indícios de um esquema de pagamento de propinas e vantagens indevidas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro (ex-dono do Banco Master) e integrantes do Banco Central do Brasil (BC). O caso, apurado no âmbito de operações sobre fraudes financeiras e corrupção, detalha como recursos e benefícios de luxo teriam sido utilizados para cooptar agentes públicos
Principais Pontos da Investigação
Esquema de “Mesadas” e Consultorias Simuladas: De acordo com os relatórios da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), executivos ligados a Vorcaro realizavam pagamentos periódicos a ex-servidores e diretores da autoridade monetária. As transferências seriam disfarçadas por meio de contratos fictícios de consultoria para dar aparência de legalidade aos repasses.
Vazamento de Dados Sigilosos: A cooptação de agentes do BC tinha como objetivo principal o acesso antecipado a informações sigilosas sobre fiscalizações, além da facilitação de processos internos de interesse das instituições financeiras do grupo.
Mimos de Luxo no Exterior: Além das quantias em dinheiro, a investigação identificou o financiamento de despesas pessoais de alto valor. Em um dos episódios citados nos autos, foram custeados serviços de concierge e viagens de luxo no exterior (como viagens a Orlando, nos EUA) para familiares e ex-dirigentes do órgão fiscalizador.
Desdobramentos e Medidas Cautelares: Com o avanço das apurações no Supremo Tribunal Federal (STF), os alvos da operação foram submetidos a medidas como o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas e processos administrativos disciplinares.
Fontes Principais
Polícia Federal (PF): Relatórios e inquéritos da Operação Compliance Zero e desdobramentos sobre crimes contra o sistema financeiro.
Veículos de Imprensa: Coberturas jornalísticas dos portais G1, Folha de S.Paulo, O Globo e UOL.

