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Presidente relacionou o vermelho do PT ao “sangue de Cristo” e citou a figura de Jesus ao explicar o uso da própria barba em estratégia de aproximação com o eleitorado evangélico
Depois que passei anos explicando a bandeira vermelha e a estrela, passei a explicar minha barba: eu falava que Jesus Cristo era barbudo”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto, em uma cartada simbólica destinada a amortecer resistências do eleitorado religioso.
Em evento fechado realizado no Palácio do Planalto com a presença de lideranças evangélicas, a primeira-dama Janja e o ministro da AGU, Jorge Messias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a empregar analogias cristãs para justificar os símbolos de sua trajetória e do Partido dos Trabalhadores.
Durante cerca de 25 minutos de discurso, Lula narrou que utilizava referências religiosas para afastar preconceitos contra sua legenda em décadas passadas. De acordo com o presidente, a cor vermelha do PT era associada por ele ao “sangue de Cristo” e sua tradicional barba, a uma alusão visual ao próprio Jesus Cristo.
A estratégia insere-se no plano do governo de reduzir a taxa de rejeição entre o eleitorado evangélico — segmento onde pesquisas indicam maior resistência à sua gestão. Apesar do apelo simbólico, o presidente ressaltou que se recusa a realizar atos políticos ou comícios dentro de templos ou igrejas: “Se eu quiser fazer política e comício, eu faço na rua, mas na igreja eu não faço”
O discurso repercutiu de formas antagônicas. Aliados viram na fala um gesto legítimo de diálogo e respeito às raízes populares do cristianismo. Já opositores acusaram o Executivo de usar a fé de forma oportunista para mitigar desgaste político antes das eleições.
Nota Editorial
A cobertura dos discursos presidenciais busca reportar as declarações públicas de forma contextualizada, assegurando o registro fiel das falas e a devida pluralidade na análise dos impactos políticos e sociais das narrativas adotadas pelo Executivo.
Fontes consultadas
Reportagens da Imprensa Nacional: Coberturas publicadas pelo Poder360, Estadão Conteúdo, Money Times e Revista Oeste.

