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Brasilia 20 de agosto de 2026
A Polícia Federal prevê encerrar e encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório final do inquérito que apura as fraudes financeiras e os esquemas de corrupção do Banco Master. O desfecho da investigação está programado para ocorrer na reta final de setembro, a poucos dias do primeiro turno das eleições presenciais
A prorrogação da entrega do documento deve-se ao remanejamento das oitivas de figuras centrais do caso. A apuração, sob relatoria do ministro André Mendonça, reúne evidências de fraudes em cartas de crédito, desvios em fundos de previdência e repasses indevidos a agentes políticos.
Ajuste no cronograma por adiamento de depoimentos
Adiações de oitivas chave: A conclusão do inquérito foi postergada após pedidos formulados pelas defesas técnicas de investigados cruciais no esquema, alterando a data limite inicialmente estimada.
*Daniel Vorcaro: O ex-dono do Banco Master teve o seu depoimento remarcado em relação à linha de investigação sobre a contratação de influenciadores para desacreditar a autoridade do Banco Central.
Jaques Wagner: O senador e ex-líder do governo teve sua oitiva reordenada a pedido da defesa para responder às suspeitas de atuação no Congresso em favor do banco
Augusto “Guga” Lima: O empresário e ex-sócio do grupo teve o interrogatório adiado, estendendo a fase de coleta de depoimentos antes do encerramento oficial do relatório.
Vantagens indevidas e transações imobiliárias Propina em imóveis: Relatórios da Polícia Federal apontam indícios de que o senador Jaques Wagner teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões localizado em Salvador (BA) como contrapartida por favores políticos
Intensa comunicação: A perícia nos telefones apreendidos identificou 74 chamadas telefônicas realizadas via aplicativos entre o parlamentar e o empresário Augusto Lima ao longo de 18 meses
*Mimos e eventos luxuosos: A investigação detalha o custeio de vinhos caros e ingressos para shows no valor total de R$ 66,8 mil direcionados a familiares do senador.
Articulação legislativa e contrapartidas políticas *Atuação no Congresso: Em troca das vantagens econômicas, a PF aponta que houve interferência direta para beneficiar o Banco Master em pautas legislativas de seu interesse
Reuniões em gabinetes: Documentos e registros de agendas comprovam encontros pontuais e discretos entre executivos do banco e parlamentares na véspera de votações relevantes
Transversalidade partidária: Além da base governista, as apurações atingiram movimentações de nomes da oposição e lideranças do Centrão
Fraudes financeiras e o rombo bilionário
Cartas de crédito e fundos: O esquema investigado envolve emissões irregulares de cartas de crédito que podem alcançar a cifra de R$ 12 bilhões
Aporte em previdências públicas: O inquérito revelou a migração atípica e massiva de fundos de previdência de servidores estaduais e municipais, como o Rioprevidência, para papéis do Banco Master.
Processo de liquidação: Diante do colapso e do volume das fraudes, a instituição financeira foi submetida ao processo de liquidação
Impacto direto no cenário eleitoral
Efeito na corrida às urnas: O envio do relatório final às vésperas do pleito coloca as suspeitas de corrupção no centro do debate político e pode alterar alianças eleitorais.
Mudança de alianças: As repercussões do caso causaram recuos em negociações para a composição de chapas majoritárias.
Posição dos citados: O senador Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que demonstrará sua inocência ao prestar esclarecimentos, enquanto as defesas dos demais investigados alegam ausência de ilícitos
Fonte CNN

