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Índice de aprovação de Donald Trump despenca para 33% e atinge mínima histórica em meio à crise com o Irã

A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou para 33%, o patamar mais baixo registrado em seu atual mandato na Casa Branca. O levantamento, conduzido pelo instituto Ipsos a pedido da agência de notícias Reuters, foi divulgado nesta segunda-feira (17) e aponta que a desaprovação ao governo republicano alcançou 64% do eleitorado norte-americano.

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O índice atual iguala o recorde negativo assinalado em dezembro de 2017, durante o primeiro ano de sua gestão anterior. A erosão na popularidade do mandatário ocorre em um momento de forte desgaste político e econômico, impulsionado principalmente pelo prolongamento do conflito militar contra o Irã e seus reflexos diretos sobre o custo de vida nos Estados Unidos.

Impactos da Guerra e Pressão Inflacionária

Iniciada em fevereiro em uma operação conjunta com Israel, a ofensiva militar contra Teerã foi originalmente tratada pela administração como uma ação de curto prazo, estimada em poucas semanas. Contudo, a resiliência das forças iranianas e o bloqueio estratégico imposto ao Estreito de Ormuz, rota vital para o escoamento global de petróleo, mantiveram o conflito ativo por quase seis meses.

A interrupção parcial no fluxo energético mundial provocou uma disparada nos preços dos combustíveis e intensificou as pressões inflacionárias sobre o orçamento das famílias norte-americanas. Segundo a pesquisa, cerca de 80% dos entrevistados acreditam que o envolvimento militar dos Estados Unidos na região se estenderá por um período prolongado, evidencianco ceticismo transversal entre democratas, republicanos e eleitores independentes.

“O prolongamento do conflito militar e a alta nos preços dos combustíveis transformaram a política externa em um passivo doméstico expressivo para a Casa Branca, ameaçando a coesão da base aliada às vésperas de um ciclo eleitoral decisivo”.

Riscos Políticos nas Eleições de Meio de Mandato

O enfraquecimento da popularidade presidencial ocorre a menos de três meses das eleições legislativas de novembro, quando os eleitores norte-americanos renovarão a totalidade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. Analistas políticos apontam que a insatisfação com a economia e com a condução da política externa pode comprometer a sustentabilidade das maiorias republicanas no Congresso.

Uma eventual perda de controle da Câmara dos Deputados para o Partido Democrata poderá impor severos óbices à agenda legislativa de Trump, incluindo a aprovação de dotações orçamentárias prioritárias para programas de segurança interna e defesa. O cenário desafiador testa a resiliência política da administração e reconfigura o panorama estratégico para a reta final do mandato.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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