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Denúncias de assédio eleitoral crescem 823,5% e chegam a 785 casos em 2026

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Ministério Público do Trabalho registrou 785 denúncias entre janeiro e setembro deste ano, contra 85 no mesmo período de 2022; alta de mais de 9 vezes é atribuída em parte à maior conscientização sobre a prática, mas órgão alerta para aceleração dos relatos antes do segundo turno

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 785 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre janeiro e setembro de 2026. O número representa um aumento de 823,5% em relação aos 85 casos contabilizados no mesmo período de 2022, ano da última eleição presidencial. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (2), a dois dias do primeiro turno.

O que explica o crescimento

O MPT atribui parte do avanço à maior conscientização da população sobre o que configura o assédio eleitoral, o que levaria mais trabalhadores a denunciar. O órgão também afirma que a prática se intensificou no período eleitoral, especialmente com a proximidade da votação. A maioria dos casos envolve:

  • Constrangimento político, com pressão para votar em determinado candidato;
  • Propaganda eleitoral irregular dentro do ambiente de trabalho;
  • Ameaças relacionadas ao emprego, como demissão ou perda de benefícios por causa do voto.

O que é assédio eleitoral

O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando um empregador ou superior hierárquico constrange, ameaça ou promete vantagens a um trabalhador para que ele vote ou deixe de votar em determinado candidato. A prática é considerada crime eleitoral e também pode configurar dano moral, passível de indenização na Justiça do Trabalho.

Charge de Isanio Charges – Reprodução Instagram

Entre as condutas que podem ser denunciadas estão:

Exigir que o funcionário vote em um candidato específico;

  • Ameaçar demissão ou corte de benefícios pelo voto;
  • Prometer aumento, promoção ou bônus em troca de voto;
  • Fazer propaganda eleitoral dentro da empresa;
  • Constranger o trabalhador a participar de atos políticos;
  • Monitorar ou questionar o voto do empregado.

Como denunciar

O MPT disponibiliza canais específicos para o recebimento de denúncias de assédio eleitoral. O trabalhador pode registrar a denúncia:

  • Pelo site do MPT mpt.mp.br;
  • Pelo aplicativo MPT Digital;
  • Presencialmente, em qualquer Procuradoria do Trabalho;
  • Por meio do Ministério Público Eleitoral, em casos de crime eleitoral.
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A denúncia pode ser anônima e não é necessário apresentar provas no momento do registro. O órgão orienta que o trabalhador guarde registros de mensagens, e-mails, áudios ou testemunhas que possam comprovar a conduta.

O primeiro turno das eleições está marcado para domingo, 4 de outubro. O MPT informou que manterá plantão durante o fim de semana para atender denúncias e que reforçará a fiscalização nas próximas semanas, especialmente se houver segundo turno, quando o órgão espera nova aceleração dos relatos.

Referências

Ministério Público do Trabalho — Dados sobre denúncias de assédio eleitoral em 2026.

G1 — Denúncias de assédio eleitoral no trabalho crescem 823,5% em 2026.

Agência Brasil — MPT registra 785 denúncias de assédio eleitoral em 2026.

Nota Editorial

As informações relatadas nesta matéria refletem os dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e reportagens do LinkedIn Notícias, G1 e Agência Brasil. O crescimento de 823,5% nas denúncias não significa, por si só, que a prática tenha aumentado na mesma proporção — o MPT atribui parte do avanço à maior conscientização da população sobre o que configura o assédio eleitoral. Os dados se referem ao período de janeiro a setembro de 2026 e podem ser atualizados. As orientações sobre como denunciar são baseadas nas informações oficiais do MPT. O espaço para manifestação do órgão e de todos os envolvidos permanece aberto.

Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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