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O mercado financeiro reagiu com forte otimismo ao resultado das urnas no primeiro turno, registrando recordes de alta na Bolsa de Valores e queda expressiva do dólar.
O encerramento do primeiro turno das eleições presidenciais provocou uma reação imediata no mercado financeiro brasileiro. A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas superou as estimativas de grande parte das pesquisas e reacendeu as apostas dos investidores em uma política econômica focada na disciplina fiscal, desregulamentação e privatizações. A perspetiva de uma agenda mais alinhada com os anseios do mercado desencadeou uma onda de otimismo nos negócios, refletida diretamente na forte entrada de capital estrangeiro e na reprecificação dos ativos nacionais.
O primeiro dia de negociações no mercado financeiro após o primeiro turno eleitoral ficou marcado por valorizações recordes e forte queda da moeda norte-americana. O índice Ibovespa ultrapassou pela primeira vez na história o patamar dos 200 mil pontos, atingindo o pico de 209.605,70 pontos e encerrando a sessão com uma alta de 7,7% a maior elevação diária registada nos últimos anos.
Simultaneamente, o dólar comercial registou uma desvalorização de 4,12%, cotado a R$ 5,001, após ter chegado a cair para a casa dos R$ 4,95 ao longo do pregão. Trata-se da maior queda percentual diária da moeda estrangeira face ao real desde 2018.
Os fatores que impulsionaram o otimismo.
- Responsabilidade e Ajuste Fiscal: Medidas que garantem o controle dos gastos públicos, o cumprimento de metas fiscais e a previsibilidade da dívida pública, reduzindo a percepção de risco-país.
Ancoragem Monetária e Controle da Inflação: Sinalizações claras sobre o rumo das taxas de juros (como a Selic no Brasil ou os juros do Fed nos EUA) e convergência da inflação em direção às metas, favorecendo o fluxo de capital para a renda variável e o crédito.




