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Os bancários de instituições públicas e privadas do Pará iniciam, à meia-noite desta sexta-feira (4), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleia realizada na noite de segunda-feira (31), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a Campanha Nacional dos Bancários de 2026.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Pará, 91,6% dos votantes aprovaram a greve, 6,82% foram contrários e 1,51% se abstiveram. A entidade estima que o movimento envolva cerca de 7 mil trabalhadores em aproximadamente 470 agências e 1.535 postos de atendimento em todo o estado.
Quais bancos entram em greve?
A paralisação anunciada pelo sindicato abrange os bancos públicos, com exceção do Banpará, e os bancos privados de todo o Pará. A lista de instituições associadas à campanha inclui Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia, Bradesco, Itaú e Santander, entre outras instituições representadas pela negociação coletiva.
O Banpará ficou fora do movimento porque, segundo as informações divulgadas, já aprovou seu Acordo Coletivo de Trabalho. Por isso, não é correto afirmar que todas as agências bancárias do estado estarão necessariamente paralisadas.
O Banco da Amazônia também vai parar?
A situação do Banco da Amazônia (Basa) ainda estava em negociação específica no início da greve geral anunciada pelo sindicato. Os empregados do banco tinham assembleia virtual marcada para a noite de sexta-feira (4) para decidir se aceitariam uma proposta apresentada pela direção.
A proposta do Basa incluía, segundo a cobertura local, a aplicação do reajuste econômico negociado pela Fenaban, antecipação da participação nos lucros e resultados (PLR) de 2026, possibilidade de suspensão de empréstimos consignados por até seis meses mediante solicitação, ampliação de programas de saúde e qualidade de vida, 430 vagas de capacitação e compromisso de realizar concurso para cadastro de reserva em 2027.
Até a conclusão desta apuração, não havia confirmação sobre o resultado dessa assembleia específica. A situação do Basa deve ser acompanhada separadamente da decisão já tomada pelos demais segmentos da categoria.
Por que os bancários aprovaram a greve?
O motivo imediato foi a rejeição da proposta apresentada pela Fenaban e pelos bancos durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026. O sindicato classificou os termos como insuficientes, especialmente em relação ao percentual de reajuste salarial e a questões específicas das mesas de negociação dos bancos públicos.
A campanha também envolve reivindicações relacionadas à valorização salarial, preservação de empregos e defesa dos bancos públicos. O sindicato afirma ter denunciado fechamento de agências, redução do número de funcionários, acúmulo de funções e adoecimento associado à pressão por metas.
Essas afirmações representam a posição da entidade sindical. Elas não constituem, por si só, comprovação independente sobre a dimensão dos fechamentos, a quantidade de postos reduzidos ou a relação causal entre metas e adoecimento.
Como foi a votação?
A assembleia geral extraordinária foi convocada pelo Sindicato dos Bancários do Pará e reuniu trabalhadores de todo o estado. A votação ocorreu entre 19h e 22h da segunda-feira (31), com duas decisões em análise: aceitar ou rejeitar a proposta da Fenaban e deliberar sobre a deflagração da greve.
O resultado divulgado pelo sindicato foi amplamente favorável à paralisação. Como os percentuais publicados somam 99,93%, a diferença de 0,07 ponto percentual provavelmente decorre de arredondamento; não foi informado o número absoluto de votantes na fonte consultada.
O atendimento nas agências será interrompido?
A greve pode afetar o atendimento presencial nas agências e postos cujos trabalhadores aderirem ao movimento. A extensão efetiva da paralisação pode variar por instituição e município, e o sindicato informou que orientaria os próximos passos ao longo da semana.
Clientes devem verificar diretamente com seu banco quais unidades estarão funcionando e priorizar, quando disponíveis, aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos, centrais telefônicas e correspondentes bancários. A disponibilidade de cada serviço pode variar conforme a instituição e não deve ser presumida como uniforme em todo o estado.
Contas com vencimento durante a greve devem ser pagas dentro do prazo por canais alternativos, sempre que possível. Se o cliente não conseguir realizar uma operação essencial, deve registrar protocolo no banco e buscar orientação sobre eventual alternativa de atendimento ou prorrogação; a greve, por si só, não cancela automaticamente obrigações financeiras.
A greve tem data para terminar?
Não. O movimento foi aprovado por tempo indeterminado, expressão que significa que não havia data de encerramento definida quando a paralisação foi anunciada. A greve pode terminar após novas negociações, assembleia da categoria ou acordo entre trabalhadores e instituições financeiras.
O sindicato afirmou que divulgará informes sobre o andamento das negociações e orientará a organização do movimento.
O que se sabe até agora
Está confirmado que a greve dos bancários do Pará começa à meia-noite de 4 de setembro de 2026 e foi aprovada em assembleia por 91,6% dos votos divulgados pelo sindicato. A paralisação alcança bancos públicos, exceto o Banpará, e bancos privados de todo o estado, segundo a entidade.
Também está confirmada a negociação específica dos empregados do Banco da Amazônia, que tinham assembleia marcada para avaliar uma proposta própria. Ainda não foi localizado, nas fontes consultadas, o resultado dessa votação nem uma lista oficial de agências que efetivamente fecharão em cada município.
Referências
[1] Sindicato dos Bancários do Pará — CN2026: Após rejeitar proposta da Fenaban, categoria do Pará entra em greve por tempo indeterminado. Publicado em 1º de setembro de 2026; fonte sindical primária sobre a assembleia, o resultado da votação, a abrangência e as reivindicações.
[2] O Liberal — Bancários do Pará entram em greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira. Publicado em 3 de setembro de 2026; informa a estimativa de trabalhadores e unidades, a exceção do Banpará e a negociação específica do Banco da Amazônia.
[3] Febraban — Canais de atendimento dos bancos. Página institucional de referência para os canais bancários alternativos; a disponibilidade durante a greve deve ser confirmada com cada instituição.
Nota editorial
Foi confirmado, pelo comunicado do Sindicato dos Bancários do Pará, que a categoria aprovou greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite de 4 de setembro de 2026, após rejeitar a proposta da Fenaban. Foram confirmados também os percentuais divulgados da votação, a exceção do Banpará e a abrangência anunciada para bancos públicos e privados do estado.
A estimativa de 7 mil trabalhadores, 470 agências e 1.535 postos de atendimento foi atribuída à cobertura de O Liberal e não foi apresentada como levantamento independente. As reivindicações sobre reajuste, emprego, fechamento de agências, redução de quadros e adoecimento foram atribuídas ao sindicato. A proposta específica do Banco da Amazônia também foi apresentada conforme a cobertura local, sem confirmação do resultado da assembleia marcada para 4 de setembro.
Não foi localizada, até o fechamento, manifestação da Fenaban, da Febraban ou de cada banco sobre o impacto operacional da greve. Também não foi possível confirmar uma relação de agências fechadas por município, a adesão efetiva de cada unidade ou regras específicas de compensação. A matéria não presume que todos os serviços presenciais serão interrompidos nem que os canais digitais funcionarão de forma idêntica em todas as instituições.

